Constatei uma dicotomia interessante entre os dois shows que encerraram a 22ª Oktoberfest. Enquanto um cantor mostrou orgulho de suas origens sertanejas e interioranas, a outra atração musical comprovou sua intenção de se afastar do berço que lhe rendeu o nome. De um lado, o paulista Daniel e as “raízes” rurais; de outro, o Tchê Garotos, que agora renega o rótulo de tchê music e se diz sertanejo.
No show que fez na sexta-feira 23 em Igrejinha, o Tchê Garotos confirmou a nova posição da banda. Ao contrário dos garotos sulistas, o sertanejo Daniel (foto) sabe muito bem que, em alguns casos, tradicionalismo e modernidade podem conviver. Nas duas horas do show, Daniel misturou com cuidado as músicas românticas que o tornaram ídolo com as mais agitadas, nas quais faz questão de preservar as origens. Foi um típico show sertanejo, que deveria ter sido visto pelos garotos sulistas que sonham em serem do sertão, mesmo tendo nascidos no pampa.
(Resumo de comentário de J.A. Müller).
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