De jogador de vôlei a coordenador do Cras. Como tudo começou?
Nasci em uma família humilde, pois meus pais eram trabalhadores do calçado em Novo Hamburgo. Tenho 1,97 de altura e sempre fui alto, então acabei começando a jogar vôlei, quando tinha 14 anos. Segui o caminho de rendimento dentro do esporte, e me tornei jogador profissional. Fiz parte das equipes Ginástica de Novo Hamburgo, Chapecó, Ulbra. Fui colega e adversário de jogadores da Seleção Brasileira. Foi através do esporte que aprendi a trabalhar em grupo e a importância que o trabalho em coletivo possui. Joguei até os 29 anos.
E depois, onde a psicologia entrou nesta história?
Sempre achei interessante a área, e o que mais me atraiu nela era a possibilidade de ligação com o esporte. Porém, a vida tomou novos caminhos e eu acabei me identificando em outros campos. Adquiri um grande interesse pela área de proteção social, principalmente de crianças e adolescentes. Portanto, quando eu ainda era estudante vim trabalhar no Lar Padilha, onde fiquei por seis anos. Foi uma grande experiência, que me ensinou muito e deixou claro que era este o caminho que eu queria seguir. Depois fui conselheiro tutelar de 2006 a 2009. Em seguida, fui chamado a trabalhar na Secretaria de Saúde e depois na Assistência Social, até 2012. Em paralelo, fui presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, até 2012. Depois, também atuei no projeto Escola de Conselhos, com a Faccat, e Saúde Mental de Parobé, no Projeto de Protagonismo Infanto Juvenil da AMENCAR/SL, até ser chamado para assumir vaga no concurso no município, o qual fui aprovado em 2010. Assumi como psicólogo no CRAS em setembro de 2014, e em abril de 2015 recebi o convite para atuar como coordenador do CRAS de Taquara.
E a preferência pela área de proteção a crianças e adolescentes, como aconteceu?
Isso foi ao natural. Eu gosto muito de ler e estudar, sempre gostei, e me deparei com pouco material sobre o assunto naquela ocasião, então fiquei curioso, queria entender melhor, saber mais, e meu interesse foi crescendo aos poucos. Eu vi que muitas pessoas não acreditavam mais no potencial das crianças e dos jovens, e eu seguia o caminho contrário, acreditava neles, queria entender o contexto onde vivem, porque agem de determinada forma, o que se passa em suas famílias. Acabei me identificando com esta área e segui por ela.
Como você se define? Um cara que acredita no ser humano.
O que lhe tira do sério? Mentira, e enganação.
O que faz em seu tempo livre? Gosto de ficar com os filhos e jogar vôlei, nesta ordem. Faço parte da AABB comunidade, de São Leopoldo.
Um filme: Gostava muito dos filmes d’Os Trapalhões e do Corrente do Bem. Lembram muito da minha infância.
Um lugar: As praias de Florianópolis, a “Ilha da magia”.
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“Ninguém é tão grande que não possa aprender, e nem tão pequeno que não possa ensinar” – Esopo. Creio que devemos respeitar o conhecimento de todos, e nos tornarmos um pouco melhores a cada dia.


