Geral Perfil

Flávio Winck

Coordenador do CRAS de Taquara, Flávio André Wick está com 44 anos. Natural de Novo Hamburgo, vive no Paranhana desde 1999. Graduado em Psicologia, também já foi conselheiro tutelar e jogador profissional de vôlei. É pai de Bernardo, de onze anos, e Felipe, de sete.

De jogador de vôlei a coordenador do Cras. Como tudo começou?

Nasci em uma família humilde, pois meus pais eram trabalhadores do calçado em Novo Hamburgo. Tenho 1,97 de altura e sempre fui alto, então acabei começando a jogar vôlei, quando tinha 14 anos. Segui o caminho de rendimento dentro do esporte, e me tornei jogador profissional. Fiz parte das equipes Ginástica de Novo Hamburgo, Chapecó, Ulbra. Fui colega e adversário de jogadores da Seleção Brasileira. Foi através do esporte que aprendi a trabalhar em grupo e a importância que o trabalho em coletivo possui. Joguei até os 29 anos.

E depois, onde a psicologia entrou nesta história?

Sempre achei interessante a área, e o que mais me atraiu nela era a possibilidade de ligação com o esporte. Porém, a vida tomou novos caminhos e eu acabei me identificando em outros campos. Adquiri um grande interesse pela área de proteção social, principalmente de crianças e adolescentes. Portanto, quando eu ainda era estudante vim trabalhar no Lar Padilha, onde fiquei por seis anos. Foi uma grande experiência, que me ensinou muito e deixou claro que era este o caminho que eu queria seguir. Depois fui conselheiro tutelar de 2006 a 2009. Em seguida, fui chamado a trabalhar na Secretaria de Saúde e depois na Assistência Social, até 2012. Em paralelo, fui presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, até 2012. Depois, também atuei no projeto Escola de Conselhos, com a Faccat, e Saúde Mental de Parobé, no Projeto de Protagonismo Infanto Juvenil da AMENCAR/SL, até ser chamado para assumir vaga no concurso no município, o qual fui aprovado em 2010. Assumi como psicólogo no CRAS em setembro de 2014, e em abril de 2015 recebi o convite para atuar como coordenador do CRAS de Taquara.

E a preferência pela área de proteção a crianças e adolescentes, como aconteceu?

Isso foi ao natural. Eu gosto muito de ler e estudar, sempre gostei, e me deparei com pouco material sobre o assunto naquela ocasião, então fiquei curioso, queria entender melhor, saber mais, e meu interesse foi crescendo aos poucos. Eu vi que muitas pessoas não acreditavam mais no potencial das crianças e dos jovens, e eu seguia o caminho contrário, acreditava neles, queria entender o contexto onde vivem, porque agem de determinada forma, o que se passa em suas famílias. Acabei me identificando com esta área e segui por ela.

Como você se define? Um cara que acredita no ser humano.

O que lhe tira do sério? Mentira, e enganação.

O que faz em seu tempo livre? Gosto de ficar com os filhos e jogar vôlei, nesta ordem. Faço parte da AABB comunidade, de São Leopoldo.

Um filme: Gostava muito dos filmes d’Os Trapalhões e do Corrente do Bem. Lembram muito da minha infância.

Um lugar: As praias de Florianópolis, a “Ilha da magia”.

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“Ninguém é tão grande que não possa aprender, e nem tão pequeno que não possa ensinar” – Esopo. Creio que devemos respeitar o conhecimento de todos, e nos tornarmos um pouco melhores a cada dia.