
O mês de abril foi dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Taquara, com uma série de ações promovidas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (SMECE), através do Departamento de Educação Inclusiva. As atividades tiveram como foco ampliar o conhecimento, reduzir o preconceito e fortalecer a inclusão social e escolar de pessoas autistas.
A prefeita Sirlei Silveira destacou a importância de investir em formação e conscientização. “Falar sobre autismo é fundamental para construirmos uma sociedade mais empática e inclusiva. Quando capacitamos nossos profissionais e acolhemos as famílias, estamos garantindo mais respeito, dignidade e oportunidades para todos”, afirmou.
Entre as principais iniciativas, esteve a formação realizada no dia 9 de abril, voltada a professores e equipes escolares da rede municipal, com a temática “Autismo: compreender para incluir – diferenças entre crise e birra e como ajudar o aluno”. A atividade foi conduzida pela psicóloga Adriana Trindade, Coordenadora do Centro Regional em TEA, pelo programa Teacolhe do governo do Estado do Rio Grande do Sul.
Formação e acolhimento às famílias
No dia 23 de abril, foi a vez das famílias participarem de um momento de escuta e reflexão, com a palestra “Para além do diagnóstico: como entender meu filho”, ministrada por Adriana Trindade e pela médica Dra. Aline Ramalho. O encontro buscou orientar pais e responsáveis sobre o desenvolvimento e as particularidades de crianças e adolescentes com TEA.
A secretária de Educação, Cultura e Esporte, Carla Amaral, ressaltou a importância dessas ações. “Nosso compromisso é garantir uma educação cada vez mais inclusiva, oferecendo suporte tanto aos profissionais quanto às famílias. A informação é uma ferramenta essencial para promover o acolhimento e o desenvolvimento dos nossos alunos”, destacou.
Rede de atendimento e inclusão nas escolas
Atualmente, a rede municipal de ensino de Taquara atende 190 alunos autistas, matriculados tanto na rede regular quanto na Escola Especial Lucas Sauer. O acompanhamento é realizado por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), disponível nas escolas — com exceção de seis unidades do interior, que são atendidas no núcleo do AEE junto ao Departamento de Inclusão da SMECE.
O município conta com 23 professores com formação específica na área de educação inclusiva, além do suporte técnico do Centro Especializado em Aprendizagem e Pesquisa (CEAP), que atua com equipe multidisciplinar. O trabalho também é integrado aos serviços da rede municipal de saúde e ao programa TEAcolhe.
Ao longo do mês, todas as escolas desenvolveram atividades voltadas à conscientização sobre o autismo, envolvendo alunos e comunidades escolares. As ações reforçam o avanço contínuo da educação inclusiva no município, que busca respeitar as individualidades e promover o desenvolvimento de cada estudante.


