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Fórum da Saúde aponta dificuldade em obter dados do Hospital Bom Jesus

Aconteceu na manhã da terça-feira, na sede da Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (CICS-VP),

Aconteceu na manhã da terça-feira, na sede da Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (CICS-VP), a primeira reunião do Fórum Regional da Saúde em 2013. Organizado pela Agenda Paranhana 2020, o evento contou com a presença de representantes da Coordenadoria Regional de Saúde, prefeitos, vereadores e secretários de saúde dos municípios da região. Com previsão de abordar o Comércio Intermunicipal de Saúde, o Fórum  acabou tratando apenas do Hospital de Taquara.
Abrindo o encontro, o presidente da CICS-VP, Roger Ritter, destacou a dificuldade encontrada na obtenção de dados médicos do Hospital Bom Jesus. O presidente disse que não são digitalizadas informações para que possa haver uma maior transparência por parte dos gestores do hospital. “Pagamos pelo serviço na forma de impostos, como todo cidadão. Devíamos ser mais bem informados”, afirmou.
O diretor-técnico da Agenda Paranhana, Marcos Kayser, também abordou a dificuldade de dialogar com a direção do Hospital gerido pelo Grupo Mãe de Deus. “Como cidadãos, nós estamos vendo que os resultados apresentados nos últimos meses não são como deveriam. Carecemos de uma melhor qualidade no atendimento. Percebemos que falta uma melhor acolhida por parte dos funcionários”, observou, fazendo ainda uma comparação com o atendimento no comércio: “Não temos outro hospital para procurar”, disse.
Rosângela Dornelles, que em breve trocará a segunda Coordenadoria Regional da Saúde, pela primeira, que integra a região da capital, também lembrou que não existem dados informatizados do Hospital Bom Jesus, o que dificulta o acompanhamento dos trabalhos da instituição. “Um hospital de referência deve priorizar o que é mais importante. Falta uma capacitação continuada aos profissionais da saúde. Mesmo possuindo uma gestão terceirizada, o hospital ainda é público”, comentou.
O prefeito Tito Lívio Jaeger Filho disse que agora é o momento de colocar no papel o Pronto Socorro Regional. “Sabemos que não será a solução do problema na região, mas é o primeiro passo. Para isso, precisamos deixar de lado a questão política”, disse ele, lembrando que os serviços do hospital, que devem ser referência na região, precisam ao menos funcionar.

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