Levantar cedo diariamente e pegar a estrada são sinônimos de percalços no trânsito para muitos motoristas. Na região, este incômodo é agravado pelo vertiginoso crescimento da frota de veículos em circulação. Números do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), compilados nesta semana por Panorama, apontam que estão circulando nos seis municípios que compõem o Vale do Paranhana 87,6 mil veículos. Um aumento de 41% desde 2004, quando estavam em circulação 51.446 veículos.
Responsáveis pelas vendas, representantes de concessionárias situadas em Taquara apontam que a facilidade de crédito impulsionou a comercialização nos últimos anos. Para Patrícia Helena Scheuermann, gerente da Ritmo Veículos, a maior comercialização é efeito de um movimento dos últimos anos, que se acentuou em 2010, quando o governo brasileiro reduziu drasticamente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Desde aquele ano, o consumidor aprendeu o caminho de ter um carro zero, o que trouxe este pessoal às concessionárias”, comenta. Segundo ela, esta facilidade está aliada à melhoria na qualidade de vida e a ampliação dos financiamentos.
A mesma linha de raciocínio apresenta o gerente da concessionária Florauto, de Taquara, Tiago Bittencourt. Segundo ele, a diminuição do IPTU em 2010 foi o grande impulso dado às vendas, além das facilidades de financiamento. Mas ele também acrescenta a concorrência entre as próprias montadoras, que acabou por oferecer competitividade ao mercado, com preços baixos entre as marcas. O gerente da Florauto diz que o mercado continua aquecido e a perspectiva é de mais vendas a partir do próximo mês, quando terão efeito na população as recentes reduções impostas à taxa de juros pelo Banco Central. “Não podemos esquecer que o brasileiro é apaixonado por carro e isso representa um grande mercado consumidor”, analisa.
João Giovane Cândido, gerente de vendas da concessionária Guaibacar em Taquara, relata que a unidade tem bons resultados desde que iniciou seu trabalho no município, em 2008. Mesmo assim, o “boom” de vendas aconteceu com a redução do IPI, em 2010, o que Giovane considera fundamental para o crescimento vertiginoso da frota. “Nunca se vendeu tanto carro como naquele ano”, frisa, acrescentando que, depois de 2010, foi possível continuar mantendo a média de vendas. Na avaliação dele, os descontos expressivos oferecidos aos consumidores têm sido um diferencial nas vendas, aliado à facilidade de crédito.
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