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Game Educativo Ecosolidário já arrecadou quase quatro toneladas de recicláveis, resultando em 1,8 toneladas de alimentos

O projeto conta com a parceria de 31 escolas, 519 professores e 1480 famílias, e está em sua sexta semana.
Alunos separam e identificam os materiais com o nome das escolas onde estudam, para ganharem pontos. Foto: Divulgação.

O Projeto Ponto Ecopedagógico – Game Educativo EcoSolidário está na sexta semana de realização, e, já arrecadou quase quatro toneladas de recicláveis. Com a iniciativa foram incentivadas 407 estratégias de compostagem, divulgação de 1.508 ações em Meio Ambiente, com 31.026 curtidas e 3.211 comentários que resultaram em 1,8 toneladas de alimentos, dispostos em 71 cestas básicas com alimentos, produtos de higiene, máscaras e livros, distribuídas pelas escolas para famílias carentes do município. O projeto conta com a parceria de 31 escolas, 519 professores e 1480 famílias.

A iniciativa foi pensada para o momento de quarentena, em que mais de 5 mil alunos de educandários municipais estão confinados em suas residências. Desta forma, com o auxílio dos familiares, os estudantes cumprem cinco missões envolvendo a destinação correta de resíduos Orgânicos, Recicláveis e Rejeitos. Cada missão conquistada no game é transformada em pontos para a escola, o lixo reciclável é pesado e o recurso financeiro, referente ao que foi arrecadado, mais os pontos do game são convertidos em cestas básicas para famílias necessitadas.

A logística acontece da seguinte forma: os recicláveis são destinados à escola pelos alunos e moradores do bairro; o Instituto Vitória os recolhe, reembolsando R$ 0,50 por quilo do que é recolhido (normalmente o valor pago é de R$ 0,35, mas para o game o valor foi acrescido), ou seja por uma tonelada de resíduo arrecadado soma-se o valor de R$ 500,00. Este recurso é repassado ao Rotary Club de Taquara para a montagem das cestas básicas. Mas, como não é somente pelos resíduos recolhidos e vendidos, porém também pelas postagens nas redes sociais do cumprimento das cinco missões que os pontos e valores são obtidos para a confecção das cestas básicas, o projeto conta com o auxílio de parceiros que contribuem para que a cesta fique mais robusta, doando alimentos, livros e máscaras para as famílias beneficiadas.

“Estamos na sexta semana de Game, com cinco coletas semanais realizadas em cada uma das 31 escolas participantes, e nossos resultados continuam impressionando. Convidamos aos que já são nossos parceiros e aos que gostariam de se unir a nós, que entreguem seus resíduos para a coleta semanal nas escolas, devidamente empacotados, e continuem acompanhando as redes sociais da escola mais próxima e assim cuidando da saúde, das pessoas e do meio ambiente”, destacou o secretário municipal de Educação, Cultura e Esportes, Antônio Edmar Teixeira de Holanda.

Cinco missões Ecosolidárias:

Com o Game Educativo EcoSolidário cinco boas práticas (missões) são disseminadas em Taquara: 1) Separar os resíduos em Rejeito, Orgânico e Recicláveis; 2) Entregar o rejeito à coleta domiciliar respeitando o calendário de cada bairro; 3) Praticar a compostagem com o resíduo orgânico; 4) Entregar, na escola mais próxima, os recicláveis, cuidando da higiene e segurança do material e 5) Registrar e divulgar as missões anteriores nas redes sociais da escola correspondente.

O Projeto Ponto Ecopedagógico – Game Educativo EcoSolidário é promovido em parceria pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Coletivo Educador Ambiental (CEATaquara), Rotary Club de Taquara, Instituto Vitória e escolas participantes da campanha.

Novos hábitos: mundo melhor

Bruna disse que o conteúdo do Game Educativo mudou hábitos familiares. Foto: divulgação.

Para a estudante da Escola Municipal de Ensino Fundamental Doutor Alípio Sperb, Bruna Catieli Dias da Silveira, 11 anos, que estuda no sexto ano, participar do Game Educativo foi algo muito positivo, especialmente pelo período de quarentena. Em entrevista ao Jornal Panorama, ela contou que o projeto mudou os hábitos na família, e tirou outros projetos do campo das ideias também, como a confecção de uma horta (muito falada pela avó dela) e de uma composteira (algo que Bruna aprendeu no Game).

A estudante disse que sempre gostou muito de estudar e cuidar do meio ambiente, mas foi com a participação no Game Educativo que ela aprendeu mais e pôde colocar em prática todo o conteúdo. As atividades começaram em casa, segundo ela, com a separação dos materiais recicláveis, orgânicos e rejeitos. Algo pouco praticado na família, antes do projeto. Bruna conta que, devido ao isolamento social da pandemia, a mensagem da importância desse tipo de atitude, e também dos respectivos impactos no meio ambiente, repercutiram mais rápido. “As famílias estavam em casa, os pais, avós, irmãos, vizinhos e toda a comunidade, mesmo que com restrições, compartilhou a proposta e se mobilizou”, descreveu a aluna.

Bruna, que também gravou vídeos para as redes sociais (parte das missões do projeto), disse que se sentiu muito feliz em poder reunir os materiais e entregar à escola, ajudando, assim, além do meio ambiente, famílias que receberam as doações resultantes do engajamento estudantil. Destacou que toda a família a ajudou, mas uma das maiores aliadas foi a cunhada, Jenifer Pacheco, que cursa o Técnico em Meio Ambiente no Cimol.

A aluna disse que tem sentido muita falta da comunicação presencial com os colegas e professores, devido a suspensão das aulas em função da pandemia do novo coronavírus. Contou que estudar em casa é bem mais difícil, embora os professores encaminhem material e atividades todas as semanas, e tirem dúvidas via aplicativos de comunicação. Sobre a importância do Game Educativo, Bruna falou que o conteúdo é indispensável e deveria ser praticado por todos, evitando a contaminação, principalmente, de rios, lagos e oceanos. Mas, também tirando benefício da reutilização dos resíduos orgânicos, por exemplo.

“É muito importante aprender sobre o descarte do lixo, e sobre o refelxo disso sobre o meio ambiente. A maioria das pessoas não imagina o quanto isso influencia na nossa vida, prevenindo enchentes, por exemplo. Deveríamos estar mais atentos há anos, não só agora”, destacou Bruna.

A família de Bruna fez uma horta, inspirada no Game Educativo. Foto: divulgação.