
As chuvas fortes que têm caído no Rio Grande do Sul, somada à previsão de um novo ciclone, fizeram com que moradores de Três Coroas e do Vale do Paranhana se questionassem – mais uma vez – se a Barragem das Laranjeiras, que fica entre Canela e Três Coroas, não corre risco de rompimento. Somando-se às dúvidas da população, pessoas de má-fé divulgaram um áudio inverídico informando que a barragem estaria prestes à ceder, o que é uma fake news (informação falsa).
De acordo com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), atual proprietária do local, equipes técnicas que fazem inspeções mensalmente não constataram qualquer risco. A empresa acrescentou que, quando acontecem grandes cheias, como durante o ciclone de junho de 2023 no RS, são feitas inspeções especiais. Naquela ocasião, nenhum dano foi identificado na estrutura.
Histórico
A Barragem das Laranjeiras foi erguida em 1960 e faria parte de um projeto para a construção de uma usina hidrelétrica prevista para a região. Entretanto, não chegou a sair do papel e acabou sendo abandonada e sem manutenção por décadas. A situação de “possível rompimento da barragem” gerou preocupação à região e, a Prefeitura de Três Coroas participou, em 2019, de uma série de audiências com o governo do Estado, buscando garantir que a barragem passasse por uma vistoria técnica.
Em 2020, após inúmeros encontros, o governo decidiu esvaziar a barragem e avaliar sua estrutura, momento em que os laudos apontaram que não havia risco de rompimento. Nessa época, a Barragem das Laranjeiras era de responsabilidade da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT).
Já no ano de 2022, a estrutura foi vendida à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e, conforme a empresa, equipes técnicas realizam inspeções mensalmente e, até o momento, não constataram qualquer risco. A empresa destaca que, quando acontecem grandes cheias, são feitas inspeções especiais, onde nenhum dano foi identificado na estrutura.
Atualmente, a barragem está vazia e em nível normal de segurança. A gestora da estrutura explica que a válvula de fundo é mantida aberta, fazendo com que a barragem amorteça as cheias.
Fonte: Jornal NH


