Perfil

GIOVANI COSTA

Graduado em Música com Habilitação em Regência Coral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o maestro Giovani Costa está com 41 anos. Natural de Taquara, atua há três anos no Coro Municipal de Rolante, além de trabalhar em outros três grupos musicais. Filho Cesar e Sirlei Costa, é pai de Estefani e Victor Arthur.

Em que momento, e de que forma, surgiu o interesse pela música?
Meu pai sempre cantou em grupos, corais, quartetos. Quando eu tinha quatro anos, minha tia Milca Costa recebia aulas de piano em casa, e às vezes eu ficava no colo de sua professora, Elisabete Dornelles, assistindo as lições. Quando eu tinha nove anos, minha avó Gelça Costa começou a pagar aulas de piano para mim. Então começou a surgir uma espécie de disputa entre a escola e a música, foi quando meu avô Augusto Costa disse que, se eu passasse de ano, ganharia o piano em que minha tia lecionava. Era o que eu mais queria, e agora o piano era meu! Bom, ainda na infância, quando íamos a Porto Alegre, eu tocava alguns teclados de lojas de instrumentos musicais e fazia com que as pessoas da rua parassem pra ouvir. Num domingo pela manhã, quando estava na oitava série, Carmem Lúcia (do IACS) me convidou para formarmos um coral no IACS, onde eu estudava. O tempo passou e, mais tarde, em 2008, eu e Carmem fizemos uma turnê em Paris e Genebra.

E como é o trabalho que você desenvolve atualmente?
Bom, hoje rejo quatro grupos distintos: Coro Municipal de São Francisco de Paula, há 12 anos; Coral Em CanTo da Diretoria Regional dos Correios, em Porto Alegre, há sete; Coro do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas do RS, há quatro, e o Coro Municipal de Rolante, há três. Cada um destes grupos têm sua realidade. Em São Chico, uma cidade onde o canto coral não era tradição, estamos realizando um grande trabalho e, há oito anos, sediamos etapas da Federação de Coros do RS, um importante festival. O coro do Sindicato é onde me sinto mais “mimado”, pois as coristas, senhoras pensionistas, sentem-se um pouco minhas mães e avós. Sempre tem um chazinho, um remedinho na bolsa e, claro, um agrado ao maestro. Neste grupo cantamos, por exemplo, em hospitais. Aqui em Rolante, o trabalho tem sido diferente, pois a cidade tem a tradição das sociedades de canto. Há, ainda, o Coral Em Canto dos Correios. Este é um coro que existe aproximadamente há 20 anos, formado por funcionários e dependentes da empresa, onde participamos de vários eventos.

Um lugar: Paris, Catedral de Notre-Dame

Quem é seu exemplo? Minha mãe! Uma pessoa que dedica toda a sua vida aos cuidados da família. Sempre imparcial, respeitando os três filhos, cada um em sua individualidade, jamais interferindo em nossas escolhas.

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Infelizmente muitas pessoas tratam a arte como segundo ou terceiro plano, nada essencial, nada importante. Dizendo que quem faz arte é porque recebeu um dom, tem talento, e por isso deve trabalhar de graça, ou viver sem a devida valorização. Começo meus ensaios à noite, quando médicos, enfermeiros, professores já encerraram seus expedientes e me procuram para ter aulas. Então, tem início o meu trabalho. Não importa qual seja a sua escolha, dê o melhor de si sempre! Poder fazer a diferença na vida das pessoas depois de cada ensaio e cada apresentação, poder ver o orgulho que meu filho sente por mim, este é o melhor aplauso e reconhecimento que posso receber.