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Governo confirma bandeira vermelha no Vale do Paranhana

Pela primeira vez, Rio Grande do Sul tem bandeiras pretas no distanciamento controlado.

O governo do Estado confirmou, nesta segunda-feira (14), a classificação do Vale do Paranhana em bandeira vermelha no sistema de distanciamento controlado. Também foi confirmada a primeira vez que o Rio Grande do Sul registra bandeiras preta, com as regiões de Bagé e de Pelotas classificadas com esta cor, a de risco epidemiológico altíssimo. O gabinete de crise do governo negou todos os recursos apresentados por associações regionais e municípios.

Apesar da situação, o governo decidiu que a partir da 0h desta terça-feira (15/12) volta a valer o sistema de cogestão regional, que estava suspenso. Com isso, pelo protocolo do Vale do Paranhana, mesmo enquadrado em bandeira vermelha, a região pode seguir os critérios da laranja, através de acordo formalizado entre as prefeituras.

Na última semana, a região do Paranhana foi enquadrada como bandeira laranja, mas, nesta semana, regrediu para vermelha. Segundo o governo, dos quatro indicadores regionais, a região alcançou classificação de risco máximo (bandeira preta) em dois deles. É o caso do número de hospitalizações por Covid-19 nos últimos sete dias e do número de hospitalizações por Covid-19 para cada 100 mil habitantes. Os indicadores de estágio de evolução da doença e de projeção de óbitos obtiveram bandeiras laranja.

Segundo o governo, houve aumento significativo nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias, que passaram de nove para 19 registros, crescimento de 111%. Com o registro de dois óbitos nos últimos sete dias, houve redução em relação aos registrados na semana anterior (cinco óbitos). No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 651 ativos, frente a 634 da semana anterior, e 1.794 recuperados, representando uma melhor no valor dado pela reazão em comparação à semana anterior.

O governo afirma que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada, refletindo na bandeira preta para o indicador de incidência na região. No entanto, este é apenas um dos indicadores, e a classificação final ficou em vermelha.