
O governo do Estado negou, nesta segunda-feira (11), os cinco pedidos de reconsideração do mapa preliminar da 36ª rodada do distanciamento controlado. Com isso, 19 das 21 regiões Covid do Rio Grande do Sul foram classificadas em bandeira vermelha, de risco epidemiológico alto. Entre elas, está em vermelho o Vale do Paranhana (região de Taquara). Apenas as regiões de Ijuí e Santa Rosa estão em laranja.
Segundo o governo, dos seus quatro indicadores regionais, Taquara alcançou a classificação de risco máximo (bandeira preta) em um deles. É o caso do número de hospitalizações por Covid-19 nos últimos sete dias. Os indicadores de estágio de evolução da doença, do número de hospitalizações por Covid-19 para cada 100 mil habitantes e da projeção de óbitos obtiveram bandeiras, na sequência, amarela, vermelha e laranja.
O governo do Estado informou que houve crescimento nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias, que passaram de oito para 14 registros, aumento de 75%. Com o registro de quatro óbitos nos últimos sete dias, houve diminuição de 43% em relação aos registrados na semana anterior (sete óbitos). No caso do indicador de ativos sobre recuperados, a região registrou 520 ativos e 2.733 recuperados. Com isso, a razão entre as duas variáveis ficou em 0,19, uma melhora em comparação à mensuração anterior, que estava em 0,29.
A média ponderada final da região subiu um pouco em reação às últimas semanas, segundo os dados do governo, ficando em 1,28. Com este índice, no entanto, a classificação final seria laranja, uma vez que para ser vermelha o indicador teria que ser maior do que 1,50. Mas, o governo informou que, como a macrorregião metropolitana apresenta menos de 0,8 leitos livres para cada ocupado por Covid e o indicador de incidência de novas hospitalizações da região de Taquara está em bandeira vermelha, aplica-se a salvaguarda e a região passa para a cor vermelha.
A região do Vale do Paranhana, no entanto, está inscrita em sistema de cogestão, o que permite a adoção das regras da bandeira imediatamente anterior. Existem protocolos próprios definidos pelas prefeituras ainda em agosto passado (conheça todas as regras em matéria própria).


