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Governo confirma morte de idoso por leptospirose em Três Coroas

Vítima é um homem de 68 anos que teve contato com água das enchentes.

O governo do Estado confirmou, nesta terça-feira (05/06), uma morte decorrente de leptospirose no Vale do Paranhana. O caso aconteceu em Três Coroas, e teve como vítima um homem de 68 anos.

Segundo o governo, o paciente desenvolveu sintomas a partir do dia 16 de maio, apresentando febre, cefaleia, vômito, inapetência e dor nos membros inferiores. O idoso morreu em 24 de maio. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a vítima teve contato com a água contaminada.

No boletim desta terça-feira, além do óbito em Três Coroas, foram confirmadas mortes em Alvorada, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo e Encantado. Com isso, o Rio Grande do Sul soma 13 vítimas por conta de leptospirose desde o início das enchentes.

A doença

A leptospirose é uma doença infecciosa febril transmitida pelo contato com a urina de animais infectados, principalmente roedores, pela bactéria leptospira.

A contaminação pode ocorrer em qualquer época do ano, mas as chances de contágio são maiores quando há inundações, enxurradas e lama. Se houver algum ferimento ou arranhão, a bactéria penetra com mais facilidade no organismo humano. É importante que residentes em locais mais atingidos pela chuva adotem cuidados, como usar calçados ao caminhar em áreas alagadas, evitar qualquer tipo de contato com roedores (os principais transmissores) e lavar bem os alimentos

Nos locais que tenham sido invadidos por água de chuva, recomenda-se fazer a desinfecção do ambiente com hipoclorito de sódio a 2,5%, presente na água sanitária (1 copo de água sanitária para um balde de 20 litros de água). Manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, manter a cozinha limpa sem restos de alimentos, retirar as sobras de alimentos ou ração de animais domésticos antes do anoitecer, manter o terreno limpo e evitar entulhos e acúmulo de objetos nos quintais ajudam a evitar a presença de roedores. A luz solar também ajuda a matar a bactéria.

A doença pode levar até 30 dias para se desenvolver, mas, geralmente, os sintomas começam entre o sétimo e o décimo quarto dia após a exposição. Quem teve contato com água potencialmente contaminada e apresentar febre, dor de cabeça, dor no corpo (principalmente nas panturrilhas), vômitos, pele amarelada (em casos mais graves), deve procurar um serviço de saúde.

O tratamento pode ser feito em qualquer unidade básica de saúde dos municípios e deve ser iniciado, preferencialmente, até o quinto dia após a apresentação dos primeiros sintomas.

É importante relatar ao médico se entrou em contato com roedores, água e lama de inundações. Somente o médico é capaz de diagnosticar e tratar a doença.