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Governo do Estado anuncia quitação de dívida com hospitais

Três casas de saúde da região estão na relação do governo
Governador José Ivo Sartori anunciou os repasses em cerimônia no Palácio Piratini

O governo do Estado anunciou, nesta segunda-feira, a quitação de repasses atrasados com cerca de 50 hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul. O anúncio ocorreu no Salão Negrinho do Pastoreio, com a presença do governador José Ivo Sartori. Os recursos somam mais de R$ 200 milhões e, segundo relação do governo, contemplam, também, três casas de saúde do Vale do Paranhana: de Taquara, Igrejinha e Parobé. O prefeito Tito Lívio Jaeger Filho e o diretor-administrativo do Hospital Bom Jesus, Heleno Severo, participaram da solenidade.

Segundo o governo, a dívida com mais de 220 hospitais começou a ser paga em janeiro deste ano, priorizando quem presta atendimento pelo SUS. Foi feito o repasse total de R$ 76 milhões para 174 instituições. A partir de agora, outras 49 com dívidas acima de R$ 800 mil terão acesso aos recursos. O pagamento foi possível graças a uma linha de crédito obtida no Fundo de Apoio Financeiro e de Recuperação dos Hospitais Privados sem Fins Lucrativos (Funafir), a ser pago pelo governo em 18 parcelas até novembro de 2018.

Para o governador José Ivo Sartori, a coletividade é importante para buscar soluções em meio à grave crise financeira do Estado. Também citou a parceria com os municípios para a renegociação da dívida com a União, a repatriação dos ativos do exterior, o ingresso no Plano Nacional de Segurança e os investimentos de R$ 100 milhões em escolas estaduais e R$ 700 milhões em rodovias gaúchas como caminhadas relevantes para assegurar o futuro. “Sozinho, o Estado não pode tudo. Para chegarmos a este dia, houve um trabalho sério, criterioso e com responsabilidade. Vivemos um período de dificuldades, mas buscamos superá-las uma a uma. A quitação das dívidas com os hospitais vai ajudar a melhorar a saúde pública e fazer com que ofereçamos serviços mais eficientes à sociedade”, afirmou Sartori.

O secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, apresentou os números do orçamento mensal da área, que conta com R$ 168 milhões para honrar com os 12% a serem cumpridos por lei para repasse aos municípios. Conforme Gabbardo, a cota mensal atualmente é consumida com compromissos assumidos por gestões anteriores, somando cerca de R$ 220 milhões – o que resulta em mais despesa do que receita. “Não temos como diminuir os compromissos, mas esperamos que os hospitais fechados por conta de atrasos voltem a abrir e atender a população. Mensalmente temos que escolher o que priorizar, segundo a disponibilidade, e isso gera dívidas”, avaliou Gabbardo. “Assistimos ao caos na saúde pública porque não temos recursos, mas tenho esperança que o Plano de Modernização do Estado traga equilíbrio às áreas essenciais”, acrescentou.

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