A polêmica inclusão de Taquara e Rolante num plano de gestão de desastres, com a divulgação de que os dois municípios poderiam ser contemplados com a construção de barragens, gerou apreensão em moradores. Mas, nesta semana, o governo do Estado esclareceu que, por enquanto, não há nada concreto sobre a construção de barragens na região. Explicou que serão, apenas, iniciados estudos sobre as obras, que poderão indicar a construção das estruturas, mas, também, sugerir outras medidas.
As garantias do governo foram dadas em duas audiências públicas, a primeira delas promovida em Rolante, na terça-feira, com a lotação do espaço da Sociedade Carlos Gomes por parte da comunidade. A outra audiência pública aconteceu quarta-feira, em Padilha, no interior de Taquara, na Sociedade 14 de Outubro, também com boa participação dos moradores. O diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano (Metroplan), Ricardo Hamerski Cezar, explicou que, quando o governo federal abriu a possibilidade de incluir o Rio Grande do Sul no plano de gestão de desastres naturais, existiam levantamentos iniciais que continham a questão das barragens na região. O governo então credenciou estes documentos, pedindo, porém, recursos para aprofundar os estudos, com os levantamentos técnicos necessários.
Segundo o dirigente da Metroplan, a União, então, liberou R$ 30 milhões para a Bacia do Rio dos Sinos, a fim de que sejam realizados estudos técnicos indicando quais as medidas necessárias a fim de reduzir os desastres naturais, seja na questão das enchentes ou nas secas. Ricardo Cezar explicou que a Metroplan está elaborando os termos de referência para estes estudos, que vão indicar os passos que deverão ser percorridos pelos técnicos. Depois destes termos prontos o governo vai licitar a contratação da empresa que fará os estudos. Somente após a confecção destes levantamentos completos, o que deve ocorrer apenas no ano que vem, é que se vai conhecer o que será preciso fazer na região, não indicando, necessariamente, que barragens sejam a solução. O dirigente também esclareceu que o governo do Estado não vai tomar qualquer medida sem discutir previamente com as comunidades envolvidas. Segundo ele, nenhuma obra sairá do papel sem contar com a aprovação comunitária.


