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Governo recomenda uso do “Login Cidadão” para voto mais seguro na Consulta Popular

Administração estadual admite que sistema pode permitir uso indevido do número do título de eleitor.

Termina nesta quinta-feira (28) o prazo de votação para a Consulta Popular deste ano, mas alguns usuários relataram problemas no sistema de votação. Duas ouvintes da Rádio Taquara entraram em contato com a reportagem, durante a manhã, relatando que, no momento em que acessaram o sistema, tiveram o voto bloqueado com a informação de que o número do título de eleitor já havia sido utilizado. O mesmo aconteceu, e foi relatado publicamente, com o ex-vereador de Taquara Fabiano Matte (PSDB). No Facebook, Matte disse que foi votar, na manhã desta quarta-feira (27), quando apareceu a mensagem de que alguém já tinha votado pelo seu título de eleitor. No espaço de comentários da postagem de Fabiano, pelo menos outras duas pessoas relataram que o problema também aconteceu com elas.

No Facebook, ex-vereador Fabiano relatou que não pôde votar devido ao uso do seu título. Reprodução

A reportagem do Jornal Panorama conversou com o diretor da Secretaria de Planejamento, Gestão e Governança, Luis Fernando Branco, responsável pela Consulta Popular. Segundo ele, é possível que pessoas votem usando o número do título de eleitor de outras, pois o sistema exige apenas que se preencha o número deste documento. “É possível que outra pessoa, tendo isso, faça o voto, é uma coisa que o sistema ainda permite”, comentou.

Branco acrescentou que há um sistema totalmente seguro à disposição do cidadão, inclusive aquele que, eventualmente, tenha tido o seu voto registrado com o uso do título de eleitor. Trata-se do “Login Cidadão”, que exige um cadastro completo no site do governo do Estado, fazendo, também, a criação de usuário e senha pessoal. O voto através do chamado “Login Cidadão” prevalece sobre quaisquer outros sufrágios registrados no sistema, ou seja, mesmo que tenha feito registro com o uso do título, se houver voto pelo “Login Cidadão” este é que será computado na apuração da Consulta Popular.

O diretor do governo acrescentou que, neste ano, ainda não havia chegado qualquer menção de problemas no sistema de registro, mas ressaltou que a pasta está à disposição para conversar com os conselhos regionais e municipais a partir da informação de quaisquer dúvidas. Além disso, Branco pontuou que qualquer pessoa que se sentir lesada pode procurar o Ministério Público para apurar quem, eventualmente, tenha votado com a sua identificação.