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Grupo de gestantes Laço Materno acompanha mamães em encontros mensais em Taquara

Gestantes têm acompanhamento com profissionais de saúde.
Enfermeira Cândida (em pé) é uma das profissionais que integram o Laço Materno. Divulgação/Magda Rabie

Mensalmente as gestantes taquarenses, atendidas ou não pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem a oportunidade de participar, gratuitamente, do Grupo Laço Materno, em encontros realizados, na Secretaria Municipal de Saúde (Posto 24 horas), com acompanhamento de profissionais das áreas de Nutrição, Assistência Social, Enfermagem, Psicologia, e Fonoaudiologia.

O grupo tem a intenção de orientar, esclarecer e proporcionar a troca de experiências entre as mamães, sendo um acolhimento além do pré-natal, contribuindo com mais momentos da gestação. O segundo encontro ocorreu, na terça-feira, 25, e o terceiro e próximo está agendado para o dia 30 de julho, às 13h30.

Gestante de 18 semanas do primeiro filho (Tiago), Natália Moraes, 26 anos, conta como descobriu a gravidez. “Como é a minha primeira gestação, ainda não sabia o que sentiria ao engravidar, estava com a menstruação atrasada, mas com muita cólica, por isso não achei que era gravidez. Como estava a dias com dores, minha irmã me orientou a fazer um teste de farmácia o que deu positivo. Quando consultei, o médico disse que há mulheres que sentem dor como fosse menstruar, sendo normal em alguns casos. Depois passei os períodos de sono e preguiça, mas agora está tudo tranquilo, mantive minha rotina, fazendo caminhadas diárias”, comenta Natália.

Para Janaina Dapper de Vargas, 33 anos, gestante de 32 semanas, do sexto filho (Agatha Isabella), o anúncio da gravidez foi um susto. “Fiquei de cabelo em pé, minha caçula completou 8 anos a pouco tempo, estava me cuidando, tomando remédios, aí emendei as cartelas para não mestruar mais e fiquei grávida. Trabalho com material reciclado, que é pesado, cansativo, levanto todos os dias as 6h20 e encerro as dez da noite. Quando fiz o teste e a enfermeira disse: _ Bah guria, olha aqui dois risquinhos. A impressão é que eu tinha levado um choque. Não queríamos mais filhos, os dois trabalham na reciclagem, são sete pessoas na casa, tudo é dificultoso. Quando contei pro marido, não sabia quem iria infartar primeiro”, desabafou Janaina.

O Laço Materno é promovido pela Administração Municipal, através das secretarias municipais de Saúde e de Desenvolvimento Social e Habitação e os programas Primeira Infância Melhor e Criança Feliz. Interessadas em integrar o grupo podem direcionar-se à secretaria para registrar a intenção em participar ou comparecerem na próxima reunião. O grupo é gratuito e aberto a todas as gestantes do município de Taquara, que estão ou não fazendo o pré-natal no SUS.

Em todos os encontros, as mamães serão acompanhadas pelas profissionais Maria Cândida Nunes Peres (enfermeira), Bruna Saurin (fonoaudióloga), Leidi Daiana Flesch (psicóloga), Bruna Detoni (psicóloga), Fabíola Andriola (nutricionista) e Vládia Lurene Henz (assistente social). A segunda reunião também contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Anildo Araújo; da coordenadora da UBS Piazito, Raquel Fabiana Peixoto; das visitadoras e monitoras do PIM e do Criança Feliz.

O secretário Araújo destacou a relevância do grupo às gestantes. “Acho muito importante este momento onde vocês podem compartilhar situações e experiências vividas desde o início da gestação. Achamos muito propício reativar e fortalecer este grupo para cuidar e dar a assistência que a gestante precisa, além do pré natal”, comenta o secretário.

O segundo encontro do Laço Materno abrangeu, com maior relevância, a descoberta da gravidez, os primeiros sintomas, o primeiro trimestre gestacional, as situações ocorrentes e os cuidados necessários nestes primeiros meses, período em que a prudência deve ser mais rigorosa acerca de evitar abortos espontâneos e outros riscos gestacionais. As profissionais alertaram sobre a importância do pré-natal e explicaram como ele é realizado a fim de cuidar da saúde da mãe e do bebê em desenvolvimento.

“Não sintam-se invadidas quando perguntamos sobre a rotina de vida antes da gravidez. O médico precisa saber a situação atual, para solicitar os primeiros exames. Saber como está a situação da mulher é fundamental para uma gestação tranquila e segura”, observa a enfermeira responsável pela Saúde da Mulher do SUS, Maria Cândida Nunes Peres.

Gestantes com as profissionais e representantes da municipalidade.
Divulgação / Magda Rabie