A superação do problema das drogas através de um programa que propõe 12 passos é a aposta do grupo Narcóticos Anônimos (NA) que já salvou centenas de pessoas em Taquara. O trabalho voluntário completará nove anos no próximo mês, mantendo reuniões sempre às segundas-feiras, às 20 horas, no espaço situado na esquina da rua Pinheiro Machado com Coronel João Pinto. Os encontros são abertos à participação da comunidade.
Recentemente, dois voluntários do grupo estiveram no Panorama, divulgando o funcionamento do Narcóticos Anônimos. A exigência do anonimato é o que impede a divulgação dos seus nomes. Segundo eles, os grupos de NA aceitam pessoas com problemas em drogas, os chamados adictos, em reuniões abertas, que são voltadas ao público em geral, ou fechadas, para pessoas em dúvida. Não há uma droga específica que é atendida, sendo aberto a qualquer uma delas, até mesmo o álcool.
“Logo que o adicto chega, começamos a trabalhar os 12 passos, que propõem um sentido espiritual à vida e também uma mudança de estilo de comportamento”, contou um dos voluntários, acrescentando que todo o programa de recuperação é baseado na literatura do NA, irmandade que foi fundada em 1953 nos Estados Unidos. A recomendação é de que o adicto tenha sempre um padrinho, que auxiliará a ministrar os passos indicados. “A recuperação completa dependerá muito da pessoa, do desejo de parar de usar drogas”, completaram os representantes do grupo.
Todas as pessoas que frequentam o grupo de NA são consideradas membros e auxiliam nas tarefas de manutenção do espaço. Desde o pagamento do aluguel da sede, bem como a limpeza e o cuidado. A participação em grupo é defendida como importante para se ter a recuperação, pois, segundo os voluntários, “o isolamento é o núcleo da doença”. “O programa dá resultados pela atração de se verificar na vida dos outros as coisas funcionando, pois o NA é, basicamente, um programa de sugestões de novas formas de vida para as pessoas”, acrescentaram.
Para quem deseja participar do NA, pode procurar as reuniões abertas do programa. Também é possível contatar pelas chamadas linhas de ajuda (veja box), que são colocadas à disposição do público repassando informações sobre os grupos em funcionamento no Rio Grande do Sul. De acordo com os voluntários, na região, há grupos de NA atuando em Taquara, Três Coroas, Igrejinha e Parobé. Também próximos ao Vale do Paranhana, grupos de NA existem em Gramado e Canela, na Serra, e em Sapiranga e Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.
>> LINHAS DE AJUDA
Porto Alegre e interior – (51) 3333.3550(51) 9647.5407
Matéria publicada na edição impressa de 23 de maio.


