O fechamento do Lar das Meninas, no bairro Cruzeiro do Sul, em Taquara, foi tema de reunião nesta semana. O encontro, na sede da Prefeitura, reuniu o presidente do Educriança (entidade mantenedora do Lar), Jorge Fabbro, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho e vários vereadores. Na ocasião, foi decidida a formatação de grupos de trabalho, entre vereadores e a comunidade, que vão tentar buscar meios para que o Lar volte a atuar, principalmente com relação a formas de financiamento à manutenção do abrigo.
Na reunião, tanto os vereadores como o prefeito disseram que foram pegos de surpresa pela notícia de fechamento do Lar, comunicada no começo deste mês. O presidente do Educriança explicou, novamente, que a entidade contava com o aporte de recursos de empresas parceiras, que acabaram trocando de administração. Com isso, os novos gestores cortaram a destinação de verba a projetos filantrópicos, o que fez com que o Educriança tivesse uma escassez de recursos. A entidade buscou o apoio das prefeituras da região para manter o Lar das Meninas, mas também teve dificuldades com as organizações públicas.
Segundo Fabbro, o maior custo para a manutenção do abrigo diz respeito ao pagamento de salários. Enfatizou que a lei exige a contratação de um número determinado de profissionais, como psicólogos, assistentes sociais e cuidadores, ressaltando que o Lar das Meninas funcionava dentro das exigências legais, não abrigando mais do que 20 crianças. O presidente reconheceu que o custo é elevado, mas necessário para cumprir a lei.
No encontro, o prefeito cogitou a possibilidade de ajudar na manutenção para que o Lar volte a funcionar. Segundo Titinho, é possível que a Prefeitura ceda funcionários à manutenção do Lar, tanto do seu quadro, como via contratação de estagiários. O assunto será estudado numa comissão formada por vereadores, tendo, também, o apoio de outras instituições comunitárias, como Rotary Clube.
Ainda no encontro, Jorge Fabbro disse que o prédio onde funcionava o Lar das Meninas pertence a uma empresa parceira do Educriança. Comunicada do fechamento do Lar, esta empresa decidiu que, se o abrigo não voltar a funcionar sob administração do Educriança, o imóvel será vendido. Uma das ideias que havia sido cogitada por vereadores e Prefeitura chegou a ser o Lar Padilha assumir o imóvel e tocar a manutenção do abrigo, o que foi descartado. As reuniões sobre a possibilidade de retomada do Lar serão conduzidas pela Câmara de Vereadores.


