Guardas, merendeiras e auxiliares de limpeza fazem manifestações por falta de pagamento e movimentam Parobé

Os funcionários das empresas Lazari e Fam afirmam que só retornam ao trabalho após receberem os pagamentos
Publicado em 28/01/2020 17:51 | Atualizado em 29/01/2020 18:20 Off
Por Vinicius Linden
As funcionárias se reuniram, na manhã desta terça-feira (28), para reivindicar salários atrasados.
Foto: Alan Júnior / Jornal Panorama

Manifestações e paralisações de funcionários de empresas terceirizadas, que prestam serviços à Prefeitura Municipal de Parobé, vêm movimentando o município neste início de semana. Na manhã desta segunda-feira (27), guardas municipais terceirizados, contratados pela empresa Lazari, com sede em Montenegro, cruzaram os braços para reivindicar o salário, referente ao mês de dezembro de 2019 e três meses de vale-refeição, que estão em atraso. Os funcionários da empresa se posicionaram em frente à sede do poder municipal exigindo um parecer da administração municipal.

De acordo com informações do vereador Dari da Silva (Pros), que acompanhou os colaboradores em uma reunião com a prefeita interina de Parobé, Maria Eliane Nunes (MDB), foi informado que a prefeitura tem um débito em atraso com a empresa de R$ 440.000,00, referente ao ano de 2019. Ainda conforme o vereador, a prefeita se dirigiu à sede da empresa, na cidade de Montenegro, para negociar a dívida.

Ficou estipulado o pagamento de R$ 89.000,00, oriundos de recursos da educação, até o dia 31 de janeiro de 2020, para pagamento à empresa que teria se comprometido em passar o valor, integralmente, aos funcionários terceirizados, conforme Dari. O saldo restante do débito seria acertado em outra oportunidade. Os guardas municipais informaram que só retornam ao trabalho após receberem os atrasados.

Nesta terça-feira (28), por volta das 8 horas da manhã, foi a vez das merendeiras e auxiliares de limpeza paralisarem os trabalhos. O caso das colaboradoras envolve outra empresa, que terceiriza o trabalho limpeza e preparo de alimentos para alunos das escolas municipais. A FAM Locações e prestação de serviços Ltda., foi mais uma vez o alvo das reclamações. Em setembro de 2019, a empresa já teve problemas com colaboradores por estar com os salários atrasados.

De acordo com as funcionárias, a situação continua complicada para quem trabalha para a FAM. Cerca de 15 funcionárias da empresa se reuniram, em frente à Câmara de Vereadores, e tinham um destino: a Prefeitura Municipal de Parobé. Conforme a cozinheira Flávia Tatiane Alves dos Santos, as mulheres estariam com o salário, referente ao mês de dezembro de 2019, os vales-alimentação desde o mês de outubro e 30 dias de férias que ainda não foram pagos.

“Ontem à noite mandaram uma mensagem, em nosso grupo de whats, dizendo que pagariam o salário atrasado hoje (terça-feira). A gente deveria ter voltado ao trabalho no dia 16 de janeiro, mas nem nossas férias eles não calcularam ainda. Só vamos voltar quando pagarem nosso salário”, destaca Flávia.

As merendeiras e auxiliares de limpeza se dirigiram à sede da prefeitura de Parobé, para tentar uma audiência com a prefeita interina Maria Eliane, porém, segundo a assessoria de imprensa, “a prefeita está em Brasília/DF, em busca de recursos para o município e não estava presente na manifestação das merendeiras”.  

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