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Esta postagem foi publicada em 13 de novembro de 2009 e está arquivada em Colunas, Haiml & etc..

Edgar Poe para todas as idades

Encerrado o Concurso Literário Faccat/Jornal Panorama, cujo tema central foi o extraordinário – e, para isso, o concurso inspirou-se/homenageou o mestre Edgar A. Poe –, encontro o autor em várias formas de expressões diferentes.
“Edgar e Ellen” é um desenho animado sobre um casal de irmãos gêmeos que aprontam mil confusões; o outro, “Anabel”, é uma produção nacional e trata de uma menina que sai do seu mundo normal para se envolver em aventuras fantásticas. O nome dela vem do poema de Poe, Annabel Lee, um dos mais bonitos escritos de amor já feitos. “Edgar e Ellen”, inspirado em série de livros infanto-juvenis de Charles Ogden e Rick Carton, passa no Cartoon Networkm, e “Anabel” na TV Rá Tim Bum. Na internet há animações curtas/tétricas sobre uma menina que leva o nome de uma das musas poescas: Lenore.
Recentemente, Poe apareceu em duas histórias num gibi do famoso cachorro detetive/caça-fantasmas Scooby-Doo. Em uma delas ele é personagem – a história usa também o poema “Annabel Lee” –; a outra é uma adaptação de seu clássico poema “O  corvo”, e nela será o personagem Salsicha o atormentado pela sinistra ave.
Livros novos estão saindo relacionados a Poe. O primeiro é “O menino americano” (Suma das Letras) de Andrew Taylor, que  traz a infância dele como pano-de-fundo. Como a vida de Poe tem muito de especulação, é interessante pensar no que o livro tem a dizer. Também ficcionando a vida dele, temos “The Poe shadow”, de Matthew Pearl, e “O pálido olho azul”, de Louis Bayard. Uma aclamada autora japonesa, Natsuo Kirino, levou por “Do outro lado” (Editora Rocco) o troféu Melhor Romance Policial e ficou entre as finais no prêmio Edgar Allan Poe. A obra tem influência do conto poesco “O gato preto”.
Há que se destacar a revista Literatura, nº 23 deste ano, que se antenou sobre a importância de Poe e deu-lhe capa e rica matéria. No recente Festival Internacional de Filmes Fantásticos de Porto Alegre, um dos participantes era “Filme Caseiro”, sobre uma família que tinha o sobrenome Poe. E a vida do escritor ganhará às telas pelo diretor James McTeigue (V de Vingança).
Em muitos de seus contos, Poe fala sobre “ficar vivo além da vida”. Dá para perceber que o autor foi mais feliz que seus personagens ao conseguir concretizar tal desejo.

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