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Histórias que transformam: Alice Bastos Neves encerra o Taquara Summit com reflexão sobre sonhos e bem-estar

Com leveza, a jornalista destacou como as histórias têm o poder de transformar vidas e como os sonhos também carregam desafios, medos e ansiedades
(Fotos: André Amaral/Rádio Taquara)

A jornalista esportiva Alice Bastos Neves, da RBS TV, encerrou o Taquara Summit 2025 com a palestra “Ressignifique-se: Produtividade com bem-estar”, trazendo uma reflexão sobre a força das histórias e a forma como elas impactam vidas.

Ao longo de sua apresentação, ela convidou o público “a ressignificar quem somos e a encontrar equilíbrio no desequilíbrio do dia a dia”. Com histórias pessoais que atravessam quase 20 anos de carreira, ela ressaltou a importância de valorizar nossas raízes, assumir múltiplos papéis e reconhecer que “a vida perfeita das redes sociais não reflete a realidade”.

Com emoção e leveza, Alice destacou como as histórias têm o poder de transformar vidas e como os sonhos também carregam desafios, medos e ansiedades. Ela reforçou a importância da resiliência, “longe da positividade tóxica da internet”, como observou, e da capacidade de olhar para o que temos e agir sobre isso, perguntando a si mesma todos os dias: “O que vou fazer de diferente hoje?”, provocou.

Segundo ela, contar histórias vai além do reconhecimento ou dos prêmios: trata-se de provocar transformação. “Histórias estão em absolutamente todos os lugares, tanto nos que menos esperamos quanto nos que batalhamos muito para chegar”, destacou.

Alice deu o seu recado
Ressignificando sonhos

Alice também falou sobre os sonhos e a necessidade de ressignificá-los. Para a jornalista, mesmo ao conquistar objetivos importantes, como casar, ter filhos ou cobrir grandes eventos esportivos, é comum perceber que o sonho não está isento de desafios, medos ou ansiedades. “Muitas vezes, quando chegamos onde sempre quisemos, temos dificuldade de reconhecer: era aqui que eu queria estar”, disse.

Ela recordou momentos marcantes da sua carreira, como a primeira cobertura de Copa do Mundo, em 2014, quando descobriu que estava grávida no dia do jogo de estreia. “Foram 30 dias intensos de trabalho, com aquela sementinha na barriga me lembrando, a cada passo, que estávamos juntos”, contou.

A jornalista ressaltou ainda a importância de acreditar em si e nos outros. “Precisamos acreditar quando alguém nos diz ‘vai’. Também precisamos ser esse alguém que encoraja. Mas é igualmente importante reconhecer quando não é o momento de ir. E está tudo bem em qualquer dos cenários”.

Um dos relatos mais emocionantes veio de casa, contou. Na véspera da Olimpíada de Paris, enquanto preparava o jantar do filho Martin, ouviu dele uma frase que a marcou: “Mãe, esse trabalho que tu fazes, tu nunca vai parar, né? Porque eu adoro o que tu fazes”. Para Alice, esse momento simbolizou o reconhecimento mais valioso: o de transformar a vida não apenas dos espectadores, mas também daqueles que estão ao seu lado.