
Alguns hospitais da região 6 (Vale do Paranhana, São Francisco de Paula e Cambará do Sul), do mapa do Distanciamento Controlado do Governo do Estado, já estão registrando faltas e dificuldades para adquirir medicamentos necessários para a intubação de pacientes e estão preocupados com os estoques de oxigênio. É o caso do Hospital São Francisco de Assis, de Parobé, e Hospital Bom Pastor, de Igrejinha, consultados pela reportagem na manhã desta segunda-feira (22).
Segundo a assessoria de imprensa das casas de saúde, os estoques estão chegando ao fim ou até já acabaram. Alguns anestésicos do chamado ‘kit intubação’ estão em falta no mercado e, por isso, precisam ser substituídos por outros. Para a manutenção do atendimento, alguns destes fármacos estão sendo substituídos.
A preocupação é ainda maior porque não há perspectiva de novas entregas por parte dos fornecedores. As casas de saúde destacaram que na última semana não foi possível comprar os medicamentos que estão em falta. “Os preços continuam nas alturas”, relatam.
Oxigênio
Em decorrência do grande número de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus (Covid-19), os hospitais também viram crescer a quantidade de internações e o consequente aumento e possível falta de oxigênio. Parobé já tem buscado reforço de tubos de oxigênio devido ao agravamento da crise.
Conforme a assessoria de imprensa, o fornecimento está tranquilo, sem previsão de falta. Mas, a entidade destaca que o consumo aumentou “absurdamente”. Em Igrejinha, por exemplo, no Hospital Bom Pastor, o aumento foi de 236%, comparando março de 2020 com março deste ano.
No hospital de Parobé, antes da pandemia o consumo era de 700 metros cúbicos por semana, situação que agora é de 4,7 mil metros cúbicos por semana. Conforme a assessoria, o caminhão abastece a estrutura dia sim e dia não e o tanque foi trocado por um com 47% a mais de capacidade de armazenamento.


