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Hospital de Parobé apresenta resultados do Projeto Lean nas Emergências

Metodologia busca reduzir desperdícios, melhorar processos e ampliar a capacidade de atendimento do Hospital São Francisco de Assis
(Fotos: André Amaral/Rádio Taquara)

O Hospital São Francisco de Assis (HSFA), de Parobé, apresentou nesta sexta-feira (14) os resultados do Projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida por meio do PROADI-SUS. Selecionado entre instituições de todo o país, o hospital passou por meses de trabalho voltado à identificação de gargalos e à implantação de melhorias nos processos de atendimento.

A metodologia Lean é uma filosofia de gestão que busca tornar os processos mais eficientes, eliminando desperdícios e atividades de baixo valor agregado. No ambiente hospitalar, a proposta envolve aspectos como redução de tempos de espera, melhoria dos fluxos de atendimento, aumento do giro de leitos e redução de falhas nos processos.

De acordo com o material apresentado pelo HSFA, a metodologia tem como foco inicial a emergência, mas seus princípios podem ser disseminados para diferentes setores do hospital.

Tempo médio de permanência

Um dos indicadores apresentados durante o encontro foi o tempo médio de permanência dos pacientes internados com origem no Pronto-Socorro e passagem por unidade de internação e UTI, sem considerar obstetrícia.

O indicador passou de 3,93 dias, em dezembro de 2025, para 7,22 dias, em julho de 2026. A apresentação aponta aumento de 83,71% no período. Em junho, o tempo médio havia chegado a 6,95 dias.

Diretor técnico do HSFA, Dr. Leandro Dias Cezar

Apesar da elevação do indicador, a proposta do projeto não se limita à redução do período de internação. O Lean trabalha na identificação dos gargalos e desperdícios existentes nos processos, buscando melhorar o fluxo do paciente e a utilização da estrutura hospitalar.

Diretor destaca crescimento dos serviços

Para o diretor do Hospital São Francisco de Assis, João Schmitt, a participação no projeto representa uma oportunidade de incorporar uma metodologia de gestão utilizada por instituições de excelência.

“O Lean é um programa que não é recente. Ele é algo novo para nós, que não estamos envolvidos com programas de qualidade desse padrão. Ele está sendo desenvolvido por instituições de excelência. No nosso caso, quem está nos acompanhando é a equipe do Albert Einstein. O propósito é trabalhar processos de melhoria, com foco na redução de desperdícios.”

Segundo Schmitt, o trabalho começa na emergência e pode se estender para os demais setores da instituição.

“A ação foca muito no atendimento realizado na emergência e, a partir dela, vai se disseminando para todo o hospital, uma vez que tem como propósito a redução de pessoas e de tempo de permanência nesses ambientes, para que o hospital consiga atender cada vez mais pessoas, em um tempo menor e com uma qualidade e resolutividade maiores.”

O diretor também relacionou a aplicação da metodologia ao atual momento de expansão dos serviços oferecidos pelo hospital.

“Para nós, este é um momento extremamente importante, uma vez que estamos em um processo de crescimento de serviços. Reduzir desperdícios, tempos de espera e o tempo de permanência do paciente no leito, principalmente depois que ele recebe alta, é fundamental para garantir que a gente consiga utilizar a capacidade instalada para aumentar a produção de serviços, que é o foco do hospital.”

Schmitt afirma que o objetivo final é ampliar a capacidade de atendimento e melhorar os resultados oferecidos à comunidade.

“É conseguir atender mais pessoas e trazer melhores resultados, que são essenciais para a população que depende da instituição para a melhoria da sua condição de vida.”

O que é o Projeto Lean nas Emergências

O Projeto Lean nas Emergências é uma iniciativa voltada à melhoria dos processos de atendimento hospitalar. A metodologia procura identificar atividades que geram desperdício de tempo ou recursos e reorganizar os fluxos para aumentar a eficiência.

Entre os problemas que podem ser enfrentados estão longos períodos de espera, baixo giro de leitos, erros nos processos, dificuldades de comunicação entre equipes e atividades que não agregam valor ao atendimento.

No Hospital São Francisco de Assis, a implantação começou pela emergência e envolveu o acompanhamento de uma equipe do Hospital Israelita Albert Einstein. A expectativa é que os aprendizados obtidos durante o projeto contribuam para melhorias em outros setores da instituição.

A apresentação dos resultados também contou com a participação de Glaucia Rosa de Freitas Sila, consultora especialista, e Denise Galvan Braff de Castello Branco, consultora médica, que representaram o Hospital Israelita Albert Einstein no acompanhamento do projeto no HSFA.