
O Hospital São Francisco de Assis, de Parobé, realizou, no último dia 22 de outubro, uma captação de córnea na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma ação viabilizada pela equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO), da Santa Casa de Porto Alegre. A equipe da OPO mantém contato diário com o hospital, monitorando possíveis doadores e acompanhando cada caso conforme surgem oportunidades de captação.
O processo de doação de órgãos envolve uma série de passos, iniciando pela avaliação médica no hospital para identificar potenciais doadores. Quando há um paciente apto, são realizados testes necessários e a OPO é notificada para abrir o protocolo de captação. Nesse momento, a família é incluída e orientada sobre o processo, recebendo o apoio da equipe médica do hospital de Parobé e da OPO para entender o que é a doação de órgãos e como ela funciona. Nos casos em que se constata a morte encefálica, a família é comunicada e decide, junto aos profissionais, se deseja autorizar a doação.
De acordo com a profissional do Hospital de Parobé que acompanhou a captação, essa etapa é delicada e emocional para as famílias envolvidas. “Sempre é um momento difícil para a família, pois estão bem sensibilizados. Neste caso, mesmo abalados, esposa e filhos conversaram e aceitaram fazer a doação, que, infelizmente, não é frequente”, relata. Ela ainda acrescenta que em alguns casos anteriores no HSFA, o processo não chegou a ser concluído, pois, embora o cérebro do paciente já não apresentasse atividades, era necessário que o coração continuasse funcionando para viabilizar a captação.
Segundo os responsáveis pelo procedimento, a captação de órgãos e tecidos é um processo que precisa ocorrer rapidamente, pois cada minuto é essencial para garantir a viabilidade da doação e o aproveitamento para os pacientes que aguardam no banco de órgãos.


