O Hospital Bom Jesus, de Taquara, anunciou, nesta quarta-feira (31), a suspensão temporária dos atendimentos de caráter eletivo, cirurgias, internações e acesso dos pacientes à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A situação é válida a partir desta quarta-feira e não tem prazo para ser revertida. Segundo o hospital, permanecem funcionando os atendimentos do plantão 24 horas e a medida ocorre por conta de atrasos do governo do Estado.
Segundo a nota oficial divulgada pelo hospital, a determinação se deu por conta das restrições de condições técnicas causadas pelos constantes atrasos de repasses por conta do governo gaúcho. Esta situação, conforme a direção do Bom Jesus, se prolonga a alguns meses.
O hospital salienta que os colaboradores estão com seus salários em dia. No começo de outubro, também por conta da falta de pagamento do Estado, houve atraso na quitação dos salários, mas o valor acabou sendo colocado em dia no último dia 19. “Informamos que tão logo os pagamentos sejam efetivamente regularizados, os atendimentos serão retomados”, diz a nota divulgada pela Associação Silvio Scopel, gestora do Bom Jesus.
A diretora Alexandra Camargo informou ao Jornal Panorama que os ofícios sobre a situação foram encaminhados à Justiça e aos órgãos competentes dando conta da restrição de atendimento. A Silvio Scopel foi nomeada, em dezembro passado, gestora do Bom Jesus em substituição ao Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV), afastado por ordem judicial após uma série de reclamações relacionadas à casa de saúde. O ISEV também alegava que os atrasos em repasses do Estado comprometiam o atendimento no Bom Jesus.
O Jornal Panorama ainda teve acesso, nesta quarta-feira (31), a uma orientação interna encaminhada pela direção clínica aos médicos do hospital. A ordem é para que os pacientes com indicação de internação ou cirurgias em caráter de urgência devem ser transferidos a outras casas de saúde. Neste texto, o diretor afirma que o Estado tem pendências superiores a R$ 4 milhões com o hospital, enquanto as dívidas médicas somam R$ 1,5 milhão.


