
Responsável pelo palco principal, no primeiro final de semana de programação da 32ª Oktoberfest de Igrejinha (20 de outubro), Alok é considerado um ícone do cenário musical eletrônico. Versátil e, ao mesmo tempo, autêntico, o Dj é atualmente um dos mais ouvidos no mundo, garantindo espaço nos eventos e plataformas musicais de maior visibilidade. Ativo nas causas sociais, Alok também fideliza fãs que o admiram, não apenas, como profissional, mas como pessoa também.
Vocação que vem de berço
Alok Achkar Peres Petrillo, profissionalmente conhecido com “Alok”, tem 26 anos. Os sites de redes sociais e de trabalho do artista o apresentam como um indivíduo de “raiz musical muito forte”. Isto porque o envolvimento com a música, especificamente eletrônica, é algo que vem de berço. Natural da cidade de Goiânia (GO), o Dj é filho de Ekanta Jake Peres e Juarez Achkar, ambos Dj’s mundialmente conhecidos também. Mas os pais não são os únicos colegas de profissão do artista. Ele é gêmeo do, também Dj, Bhaskar que, inclusive, atuou em dupla com Alok no início da carreira. O nome dos gêmeos é fruto de uma viagem à Índia, onde os pais estiveram e se inspiraram para batizar os filhos. Alok significa “luz”.
As primeiras apresentações do Dj aconteceram ainda na adolescência, ao lado do irmão Bhaskar. E a carreira solo completa pouco mais de 10 anos. Neste último período, Alok se dedica “implacavelmente” à construção de uma história de conquistas e admiração mundial. O Dj já marcou presença em todos os continentes, com shows em diversos países, trabalho que o tornou pioneiro de um subgênero da música eletrônica, o “Brazilian Bass”. A música une elementos de Techno e house.
Além de autêntico e proativo, Alok é conhecido pela qualidade de suas produções. O artista foi eleito o Melhor Dj do Brasil, por duas vezes consecutivas. Recentemente, também emplacou o Top Dj 13º do mundo para a revista britânica “DJ Mag”. O artista se tornou, neste ano, o único brasileiro a integrar a lista inédita da Billboard, com os 100 melhores Djs do mundo. Ocupou a 72° posição no Billboard Dance 100. Alok também firmou presença no TOP 100 Global com os hits ‘Hear Me Now’, ‘Never Let Me Go’, ‘Big Jet Plane’, ‘Ocean’, ‘United’, ‘Favela’ e o recém lançado ‘Innocent’, graças aos mais de 320 milhões de plays, na principal plataforma de música do mundo, o Spotify.
“Um sentimento genuíno de amor e união”
Casado, desde o dia 15 de janeiro deste ano, com a médica Romana Novais, Alok não esconde a expectativa da chegada do primeiro filho do casal. Ele e a esposa estão juntos desde 2014. Em 2017, chegaram a se separar por cinco meses, e o pedido de casamento aconteceu em julho de 2018. Antes disso, eles anunciaram que Romana estava grávida, mas a médica perdeu o bebê. Recentemente, Alok comentou a experiência, em um texto que compartilhou em um dos sites de redes sociais dele, fazendo referência ao dia dos pais.
O Dj emocionou a todos. Disse que encontrou dificuldades para falar sobre o primeiro dia dos pais, e percebeu que, na verdade, era o segundo, já que o primeiro ele teve no período da primeira gestação da esposa. Alok contou que, mesmo perdendo a filha (o bebê era uma menina), o casal teve a vida transformada, com um novo sentido. Disse que a experiência despertou um sentimento genuíno de amor e união entre ele e a esposa.
Em abril, Alok e Romana renovaram os votos matrimoniais em Bali, na Indonésia. A cerimônia foi no estilo elopement, contando apenas com o casal. A primeira solenidade de casamento também foi bem íntima, contando apenas com amigos e familiares mais próximos do casal. A ocasião aconteceu aos pés do Cristo Redentor, ao nascer do sol, no Rio de Janeiro.

Mas os momentos em família não definem a vida pessoal do Dj. Alok também é conhecido pelo envolvimento que tem em diversas causas sociais, no Brasil e no exterior. O artista chegou a ser acusado de estar usando o trabalho solidário para se promover. Alok disse que não precisava desse artifício. Contou que foi um quadro de depressão que o incentivou a apoiar projetos. O Dj relatou que chegou a um momento da vida em que tinha tudo que considerava sucesso e, mesmo assim, estava infeliz. O artista que sempre questionou a existência de Deus afirmou que a experiência social o fez ver a vida por outra perspectiva.


