Igrejinha terá escola contemplada pelo programa Avançar na Educação, lançado pelo governo do Estado

Governo divulgou um plano de ações e investimentos em obras e qualificação do ensino, de R$ 1,2 bilhão, para 56 escolas do RS.
Publicado em 25/10/2021 10:18 | Atualizado em 25/10/2021 10:51 Off
Por Alan Júnior

O governo do Rio Grande do Sul lançou, na última quinta-feira (14), um programa que promete melhorar a infraestrutura física e tecnológica, assegurar a recuperação da aprendizagem pós-pandemia, qualificar o ensino público gaúcho de forma mais inclusiva e equitativa e capacitar os profissionais envolvidos. Conforme o executivo, esses são os objetivos do Avançar na Educação.

Lançado no Palácio Piratini, o projeto contempla um plano de investimentos de R$ 1,2 bilhão na educação estadual até 2022, entre obras, tecnologia, capacitação e programas para melhorar a aprendizagem. De acordo com o governo estadual, é o maior investimento na educação estadual gaúcha dos últimos 15 anos.

“É um investimento histórico para a educação do RS”, anunciou o governador Eduardo Leite. “Mais do que isso, é um investimento que será aplicado de forma planejada, organizada e direcionada, a partir de diretrizes claras e transparentes determinadas pela Secretaria da Educação, que orienta a aplicação dos recursos. Ou seja, sabemos onde queremos ir e agora tem vento para nos levar”, completou o governador.

Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

De acordo com Leite, a ação é possível graças às reformas estruturais que foram feitas no início da gestão. A partir disso, foi desenvolvido o Avançar, programa transversal que desde junho passou a organizar todas as ações com as quais o governo pretende acelerar o crescimento econômico e incrementar a qualidade da prestação de serviços à população. Já foram lançados os planos de investimento para transporte e logística, cultura, saúde e inovação, e agora chega a vez da educação.

Não por acaso, segundo a secretária da Educação, Raquel Teixeira, o Avançar na Educação foi lançado na véspera do Dia dos Professores, pois o planejamento, entre todas as suas ações, também tem foco na formação e valorização dos profissionais da área, considerando não só o efeito da pandemia, mas todas as habilidades que o mundo atual exige.

 Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

“Nada foi criado pela pandemia. Os embriões de todas as mudanças já estavam lá, mas tudo acelerou. Então, o plano de investimento que o atual governo do RS permite fazer tinha que ter dois eixos principais: pessoas e tecnologias. É o que o mundo de hoje pede, pois a tecnologia passa a ser apoio para a vida inteligente e produtiva, mas não adianta a tecnologia se os professores e os alunos não estiverem preparados para usufruir dela. Por isso, precisamos e vamos em busca de garantir a aprendizagem e qualidade de ensino para todos, de forma equânime e inclusiva”, afirmou Raquel.

A criação das 56 chamadas “escola padrão” da rede estadual é uma das estratégias do programa Avançar na Educação. Essas instituições receberão uma reformulação de seus espaços, adquirindo internet de alta velocidade e conectividade, salas de leitura e recursos, acessibilidade, e a padronização de espaços de convivência, como áreas esportivas, refeitórios, salas de professores, cozinha etc.

Entre as escolas, 52 foram selecionadas a partir do Índice de Infraestrutura das Escolas calculado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG), três são escolas indígenas (uma caingangue, uma guarani e uma xoclengue) e ainda há uma quilombola.

Escola Estadual de Ensino Fundamental Figueiras – Igrejinha

A região contará com uma escola que será contemplada pelo programa – a Escola Estadual de Ensino Fundamental Figueiras, de Igrejinha. O investimento nas escolas padrão será de R$ 72,5 milhões. Ainda não está definido o valor que cada escola receberá e as direções sabem pouco sobre como funcionará o projeto na prática. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o repasse será realizado nos primeiros meses de 2022.

Foto: Divulgação/Google

Para a diretora da escola, Emmanuelle da Luz, a escolha da escola veio como um presente em um momento difícil, no fim do segundo ano letivo impactado pela pandemia. “Estamos sonhando com tela interativa em todas as salas, ar condicionado, data show. Na realidade, a gente nem sabe o valor e acho que já gastamos todo o dinheiro”, brinca a diretora. A escola já conta com quatro dos nove itens – sala de leitura, banheiros acessíveis, refeitório e cozinha e sala de professores -, além de uma área coberta para convivência, mas não para atividade física. No local, estudam 230 alunos de todas as séries do ensino fundamental.

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