Miscelânea
Esta postagem foi publicada em 16 de abril de 2021 e está arquivada em Miscelânea.

Impunidade, por Ana Maria Baldo

IMPUNIDADE

No dia 22 de dezembro de 1988, o seringueiro e ativista Chico Mendes, que lutava contra o desmatamento no Acre, foi assassinado com um tiro de escopeta no peito, na frente de sua esposa e de seus dois filhos.

Em 17 de abril de 1996, 21 trabalhadores rurais foram assassinados em Eldorado dos Carajás. A caminhada pacífica promovida pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra foi interrompida por 155 policiais militares, balas e mortes. 

Em 2 de dezembro de 1992, 111 detentos, segundo os números oficias, mais de 200 segundo as testemunhas, foram assassinados pela Polícia no Massacre do Carandiru.

No dia 12 de fevereiro de 2005, a missionária estadunidense Irmã Dorothy Stang, que participava de projetos de desenvolvimento sustentável no Estado do Pará, foi assassinada com seis tiros a mando de um fazendeiro da região.

Em 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, foram assassinados a tiros no Rio de Janeiro, por milicianos e a mando ainda não se sabe (ou se sabe) de quem.

Segundo a Agência Brasil, a cada 60 minutos, uma criança ou um adolescente morre no Brasil em decorrência de ferimentos por arma de fogo.

De março de 2020 a abril de 2021, mais 358 mil pessoas perderam a vida na luta contra a Covid-19 no Brasil.

O que todas essas mortes têm em comum? Um assassino impune e a conivência da “Justiça”.

Por Ana Maria Baldo
Professora, de Taquara
[Leia todas as colunas]

Os artigos publicados no site da Rádio Taquara não refletem a opinião da emissora. A divulgação atende ao princípio de valorização do debate público, aberto a todas as correntes de pensamento.
Participe: [email protected]