
INCÓGNITAS
Hoje vi uma postagem no Facebook que dizia que dinheiro traz sim felicidade. Alguns comentários afirmavam que obviamente a afirmação era verdadeira.
Passado um tempo me peguei pensando nessa afirmativa difundida às avessas (o comum é ouvirmos a frase disposta de modo a negar essa afirmativa, sendo ela “dinheiro não traz felicidade”).
Lembrei-me de Kurt Cobain, vocalista da antiga banda Nirvana, que apesar de possuir uma conta bancária bem positiva cometeu suicídio aos 27 anos; do mesmo modo que Marilyn Monroe, ou o ator Robin Williams (do Carpe Diem, em Sociedade dos Poetas Mortos). Lembrei também de grandes gênios como Santos Dumont que também cometeu suicídio.
Ou dos que tentaram de algum modo tirar suas próprias vidas, como Britney Spears, Halle Berry, Owen Wilson (que por sinal é comediante), Elton John, Drew Barrymore, Princesa Diana, Tina Turner, Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot , Sinead O’Connor; e tantos outros ricos e famosos.
Certamente devem haver também os ricos não famosos que engordam a lista dos depressivos e suicidas da classe alta.
Isso me leva a pensar que possivelmente a premissa de que dinheiro não traga felicidade é que seja a verdadeira nessa incógnita.
Por outro lado, não podemos não mencionar, e inclusive ressaltar, que vivendo em um sistema capitalista, a falta de dinheiro, essa sim, não traz felicidade.
A falta de dinheiro na nossa sociedade acaba por trazer diversas mazelas sociais e individuais. Além de produzir as misérias (que por sinal vem crescendo consideravelmente nos últimos tempos), transformando a vida das pessoas, aumentando os índices de violência, de extrema pobreza, fome, miserabilidade… Também afeta os indivíduos de forma isolada. Traz doenças psicológicas, como depressão, estresse, ansiedade, etc.
Ou seja, dinheiro não traz felicidade, sem ele tampouco se pode ser feliz. Me parece que esse questionamento é mais difícil de responder do que aquele em que nos perguntam: “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”
Por Ana Maria Baldo
Professora, de Taquara
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