Durante todo o dia desta terça-feira (2), a reportagem da Rádio Taquara recebeu questionamentos sobre o correto funcionamento do comércio não essencial no município e na região em meio à bandeira preta. A polêmica se deu por conta do atendimento em formato de pegue e leve, com o recebimento de clientes na porta dos estabelecimentos. Este formato não é permitido no atual estágio de restrições determinado pelo governo do Estado.
Uma transmissão ao vivo da prefeita Sirlei Silveira (PSB) na segunda-feira (1) ampliou a polêmica. Na rede social, a chefe do Executivo disse que teria ocorrido uma flexibilização ao comércio não essencial, que constava antes como fechado e poderia trabalhar com tele-entrega e pegue e leve. “Isso quer dizer que a porta poderá estar aberta com uma limitação para que as pessoas não adentrem a loja”, disse a prefeita, acrescentando que a legislação foi do governo do Estado e não da administração municipal. Segundo ela, os ‘cards‘ [materiais de divulgação para internet] publicados em suas redes sociais não foram criados pelo governo municipal.
O pegue e leve, no entanto, não é permitido na bandeira preta para o comércio não essencial, pois, segundo o o governo do Estado, envolve atendimento ao público e circulação de pessoas. O atendimento na porta também é proibido. Este tipo de estabelecimento pode operar com tele-entrea e teleatendimento, com a presença de um trabalhador, com máscara, para cada oito metros quadrados de área de circulação.
Consultada, a assessoria de imprensa da prefeita Sirlei pontuou que a informação equivocada estava em um ‘card’ produzido pela Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) que continha os regramentos da bandeira preta. Foi este material que foi lido pela prefeita na transmissão ao vivo. Segundo a assessoria, a Ampara deverá se manifestar sobre o assunto nesta quarta-feira (3), uma vez que a informação acabou sendo compartilhada por todos os municípios da região seis do distanciamento controlado.


