Que os computadores estão cada vez mais presentes ao nosso redor é fácil perceber, pois atualmente é raro estarmos em algum ambiente onde um computador “tradicional” não esteja disponível. Mas o que muitos não sabem é que os computadores e os softwares estão presentes mesmo onde menos se espera.
Aqueles botões que controlam as máquinas de lavar roupas, os fornos de microondas e os aparelhos televisores são programados através de linguagens de programação (softwares) e controlados por dispositivos eletrônicos que são, na verdade, pequenos computadores embutidos nesses equipamentos. Mais precisamente, esses minicomputadores são os chamados microcontroladores ou microprocessadores, e esse tipo geral de tecnologia é a chamada “computação embarcada”. Ela está presente desde nos equipamentos mais simples até nalguns bem mais complexos, tais como os equipamentos que controlam várias atividades de máquinas agrícolas, equipamentos hospitalares, automóveis e aviões.
Inclusive, naquele recente acidente aéreo no voo entre o Brasil e a França, a questão da segurança e confiabilidade de aviões, que são cada vez mais controlados por esse tipo de equipamento e menos pela atividade humana, foi um dos temas bastante discutidos pelas autoridades de segurança aérea. Apesar dessa tragédia, a conclusão ainda é de que, na verdade, esses equipamentos só aumentam a segurança, pois são capazes de controlar um conjunto de informações simultâneas que nenhum ser humano conseguiria, e os acidentes seriam em muito maior número na falta deles.
Mas, para citar situações bem mais próximas da rotina diária de todo nós: a injeção eletrônica, por exemplo, presente até nos modelos mais simples, é um exemplo de software e computador que todos os veículos atuais possuem. Vários outros dispositivos presentes em automóveis, tais como freios ABS e air bags, também são exemplos de computadores embarcados presentes em nossa rotina. A Mercedes-Benz está em fase de testes de um sistema completo de suporte ao motorista, capaz de assumir o controle do carro em situações nas quais seria fisicamente impossível a um ser humano reagir de forma adequada e segura. Outros veículos, já disponíveis para venda, analisando a falta de movimentação do motorista, percebem quando ele está com sono, ou mesmo se passou do limite na cervejinha, e emitem alarmes sonoros ou mesmo se negam a dar a partida, tudo em prol da nossa segurança.
Tem um monte de gente por aí que fala: “detesto computador!”. Mas é bem provável que essa mesma pessoa esteja dizendo isso enquanto usa uma meia dúzia desses equipamentos sem perceber!
Marcelo Azambuja
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