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Esta postagem foi publicada em 2 de outubro de 2009 e está arquivada em Colunas, Informática.

O rei da maçã está de volta!

marceloComo toda boa história, para muitos a da informática também tem um mocinho e um vilão. O malvado seria Bill Gates, proprietário da Microsoft, que, para fazer do seu Windows esse gigantesco sucesso, teria se apropriado de ideias do genial Steve Jobs, mocinho da nossa história e cofundador da empresa Apple (“Maçã” em inglês). Jobs esteve com sérios problemas de saúde, que o levaram inclusive a um transplante de fígado neste ano. Seus seguidores e boa parte da indústria de tecnologia temeram pelo seu futuro, mas, no dia 9 de setembro, ele reapareceu, em carne e osso, para apresentar novos produtos da Apple. A importância de Jobs é tão grande que sua simples reaparição em público fez com que os valores das ações da Apple imediatamente dessem um salto na Bolsa!
Para quem está ainda tentando lembrar o que afinal tem de importante essa tal Apple e esse tal Steve Jobs, podemos citar alguns exemplos de produtos como os idolatrados computares Macintosh e os atuais campeões de venda iPhone e iPod. Jobs, além da Apple, é cofundador da empresa Pixar, responsável por alguns dos maiores sucessos de filmes animados de todos os tempos, tais como Toy Story, Monsters, Procurando Nemo e Ratatouille.
Mas o que faz de Jobs o mocinho e de Gates, o vilão? Bom, o início dessa história se deu nos anos de 1975 (fundação da Microsoft) e 1976 (fundação da Apple). Enquanto Gates direcionava a Microsoft para o desenvolvimento de softwares científicos, Jobs tinha como objetivo fixo o desenvolvimento de computadores que fossem fáceis de usar por pessoas leigas em computação, que, na época, era assunto apenas para cientistas. Pois a Apple certamente atingiu os objetivos de Jobs, com lançamentos inovadores como os computadores Apple I (1976) e II (1977), mas principalmente com o Macintosh em 1984, o primeiro computador a popularizar o conceito de telas baseadas em ícones e janelas acionados por um mouse – naqueles tempos os computadores só usavam o teclado. E aí surge nosso vilão: percebendo as inovações lançadas pela Apple, Bill aproxima-se de Steve, descobre tudo sobre o Macintosh e, com a mesma ideia de funcionamento, a Microsoft lança o Windows para computadores tipo PC. A partir desse momento, nasce a competitividade entre Microsoft e Apple, mais precisamente, entre Bill e Steve. A bem da verdade, quem realmente inventou o mouse e telas com ícones, foi a Xerox (aquela mesmo, das máquinas de fotocópias), e Jobs conheceu a tecnologia em visita aos laboratórios da empresa. Os defensores dele dizem que isso serviu apenas para Jobs visualizar o uso da tecnologia em seus computadores, e não que tenha roubado a ideia, tendo em vista que a Xerox na época não sabia o que fazer com a importante invenção.
Essa história é tão boa que existe inclusive um filme, bem produzido, contando todos os detalhes: “Pirates of Silicon Valley” (Piratas do Vale do Silício). Para quem se interessar pelo assunto, o filme explica muito bem todo o processo de nascimento da Apple, da Microsoft, e a disputa entre os dois gênios.

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