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Esta postagem foi publicada em 5 de fevereiro de 2010 e está arquivada em Colunas, Informática.

Na praia, carregando uma biblioteca inteira? Leitor-eletrônico!

marceloDesde quinta-feira da semana passada, dia de mais um lançamento inovador da Apple, um dos assuntos mais comentados são os e-readers (leitores eletrônicos), aparelhos que tentam, da melhor forma possível, permitir a leitura de livros em telas eletrônicas ao invés das boas e velhas folhas de papel. Esses aparelhinhos já existem há anos, mas nunca vingavam no mercado, fosse pela falta de opções de livros para ler nesse tipo de formato ou pela desconfiança das pessoas em um equipamento eletrônico que possa substituir a experiência única que é a de segurar um livro, folhear suas páginas, torná-lo companheiro em praticamente qualquer lugar onde se possa estar. Uma caixinha cheia de fios, memória e bateria substituir meus fiéis livros de papel? Loucura!
Pois bem, aos poucos essa loucura foi ganhando adeptos. O grande impulso foi dado há pouco tempo pela empresa Amazon, maior site de vendas pela Internet do mundo. Essa empresa lançou o Kindle, um e-reader que, claro, não chega aos pés da qualidade de leitura proporcionada por um livro “de verdade”, mas que é, pode-se dizer, no mínimo aceitável nos quesitos conforto de manuseio, brilho da tela (não cansativa) e, o principal: a Amazon lançou um serviço com uma quantidade gigantesca de livros para o Kindle, e com preços bem convidativos (US$ 9,99). Férias na praia? Pegue seu Kindle (ele tem o tamanho de um livro, mas é muito mais fino e leve), “baixe” um, dez ou centenas de livros, e sua biblioteca portátil está montada. Mesmo para um amante dos livros tradicionais, sou obrigado a admitir: além do e-reader ter peso e volume muito menores do que um livro, balançar em uma rede segurando um Kindle é mais confortável do que segurando um espesso livro de papel. Hora de trocar a leitura? Não precisa nem levantar da rede preguiçosa: apertam-se alguns botões e sua biblioteca inteira está ali, enfiada sabe-se lá como dentro daquela telinha.
O sucesso do Kindle foi tanto que no último Natal esteve no topo da lista dos produtos mais vendido no site da Amazon. Para completar a entrada definitiva dos e-readers na lista dos próximos objetos do desejo de boa parte da população mundial, eis que, observando esse importante novo nicho de mercado, surge a Apple. E quando ela surge, revoluciona, como aconteceu com o iPod e iPhone, só para citar seus sucessos mais recentes. Pois na última semana seu histórico líder Steve Jobs apresentou o iPad, e-reader que, em conjunto com um serviço de vendas de livros também oferecido pela Apple, vai permitir que se adquira milhares de títulos a partir do próprio aparelho. Por um preço praticamente idêntico ao Kindle, o iPad oferecerá muito mais recursos, sendo, na verdade, um e-reader misto com telefone e computador, pois permitirá também navegar na Internet, mandar e-mails e assistir a filmes.  Para completar, o iPad tem aquela aparência sempre superior de todos os produtos da Apple.
Viagem marcada, pouco espaço na bagagem e muitos livros para carregar? Com os e-readers, fim do dilema: leve todos!

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