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Esta postagem foi publicada em 2 de julho de 2010 e está arquivada em Colunas, Informática.

Videogames mostram o futuro!

Videogames fazem parte da gigantesca “indústria do entretenimento”, na qual também figuram o cinema e a música, entre outros. Cada um desses mercados fatura bilhões de dólares todos os anos, mas o que surpreende é que os games (que arrecadam algo como 42 bilhões de dólares anuais) só perdem para a indústria do cinema (faturamento de 90 bilhões de dólares anuais), já tendo ultrapassado o mercado da música. E pesquisas de consultorias especializadas já mostram que o percentual de pessoas que jogam é maior do que as que vão ao cinema.
Dessa forma, não é à toa que tenhamos tanto investimento em torno dos videogames. Alguns lançamentos recentes e outros por vir estão realmente mudando nossa forma de interação com os aparelhos, atraindo até aquelas pessoas mais reticentes com esses brinquedos. Primeiro foi a revolução causada pelo videogame Wii, fabricado pela Nintendo, que obteve estrondoso sucesso de vendas por permitir aos jogadores a interatividade com joysticks (controles) sem fio que detectam os movimentos dos usuários.
Uma nova realidade se abriu diante dos nossos olhos: agora jogamos com nossos movimentos corporais! Não manipulamos mais, sentados, um joystick para acertar a raquete na bolinha em um jogo de tênis, nós agora damos uma raquetada real e vemos nosso adversário fazer o mesmo ao nosso lado, saímos cansados e suados após uma partida de videogame!
Pois bem, o sucesso de vendas do Wii provocou os demais fabricantes, e agora a expectativa é pelo Kinect, que a Microsoft promete lançar até o final deste ano. Esse dispositivo é um sistema que, através de três câmeras, é capaz de reconhecer gestos e feições, permitindo jogar com as mãos totalmente livres e com comandos de voz. Os vídeos demonstrativos do Kinect são impressionantes. Em jogos de artes marciais ou esportes, obrigará o jogador a imitar boa parte dos movimentos reais desse tipo de atividade, reforçando esse novo conceito de jogos digitais, onde, além da mente, os videogames exercitarão também o corpo. A Nintendo, para não ficar para trás, promete em breve lançar um aparelho para jogos em 3D, ou seja, você totalmente imerso nos cenários dos jogos! E o que falar do Guitar Hero, aquele jogo em que somos desafiados a tocar os maiores sucessos musicais? (Olhem aí os videogames ajudando o mercado musical, pois os artistas ganham para ter suas músicas nesses jogos!)
Quando peço aos meus alunos de programação, como parte de um trabalho, que desenvolvam um jogo para computador, alguns acham que isso serve só para diversão. Mas não! Aqueles filmes futuristas, em que pessoas caminham em cenários virtuais, interagindo com objetos e pessoas imaginárias, parecem estar, através dos videogames, cada dia mais perto da nossa realidade. Podem aguardar: além de jogos, muitas outras coisas úteis virão de arrasto com essas novas tecnologias.

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