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Polícia abre inquérito para apurar morte de homem em surto em Parobé

Segundo as informações, a vítima (na foto) teria sido atingida por tiro disparado por policial militar; Polícia Civil e Brigada Militar investigam o caso.
Foto: Reprodução/Redes sociais

A morte de um homem de 22 anos com esquizofrenia, em Parobé, motivou a abertura de uma investigação, por parte da Polícia Civil. Conforme a família da vítima, após acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que chegou ao local acompanhado pela Brigada Militar (BM), o jovem foi atingido por um tiro no peito disparado por um Policial Militar (PM). O caso também é apurado pela corporação.

O fato aconteceu no final da tarde de sábado (16), na rua Pedro Movius, bairro Jardim. Segundo a família, Arildo da Silva, de 22 anos, teve um surto nesse dia e, assustado com o estado em que filho se encontrava, o pai decidiu ligar para a BM. A família conta que Arildo se recusou a seguir para a ambulância.

No boletim da ocorrência registrado pelos PMs, consta que Arildo portava um facão e começou a bater no portão, que estava entreaberto. Nesse momento, os policiais narram que foi usada uma arma de choque, que não surtiu efeito. Segundo os PMs, Arildo ficou mais agressivo, arrancou a munição da arma de choque que o atingiu e foi em direção à viatura. Ainda segundo o boletim, outro PM disparou duas vezes com arma letal, uma pistola 9 milímetros. Um tiro acertou o tórax e outro a parede.

A família contesta a versão. Segundo o irmão de Arildo, um dos PMs entrou no pátio e, depois, na casa. No atestado de óbito, a causa da morte foi descrita como hemorragia interna por ferimento de projétil de arma de fogo. A hora registrada do óbito é 17h50, o que também é contestado pela família. Segundo eles, os policiais deixaram a casa às 18h30.

A família também acusa os policiais de removerem o corpo do local. “Recolheram meu filho que nem recolheram um bicho, e eles naquele depoimento eles mentiram. Entraram na minha casa sem ordem sabendo que o ‘piá’ era doente”, diz o pai, Anildo da Silva, 63 anos.

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. A BM informa que foi aberta uma investigação interna, e que os policiais envolvidos na ocorrência foram encaminhados para acompanhamento psicológico. Eles seguem em serviço nas ruas. A investigação vai apurar se houve excesso no atendimento. Sobre a remoção do corpo, esclarece que os policiais, quando estão em dúvida sobre a gravidade do ferimento, prestam socorro e conduzem o ferido ao hospital.

O corpo do jovem foi velado na Igreja Assembléia de Deus, no bairro Jardim, e o sepultamento aconteceu na tarde do domingo (17), no Cemitério do Morro do Pinhal, no interior de Parobé.

Fonte: G1/RS