A Assembleia Legislativa do Estado realizou, no dia 30 de novembro, a 18º edição do Prêmio de Responsabilidade Social, em cerimônia realizada no Teatro Dante Barone, na capital. Novamente, o Instituto Vitória foi agraciado pela comissão do evento, com projeto voltado à equidade de gênero e empoderamento feminino, assunto do tema norteador da premiação deste ano. A entidade taquarense também levou medalha na categoria Organizações da Sociedade Civil Sem Fins Econômicos.
Desde 2009, o Instituto participa do prêmio, sempre certificado ou recebendo medalhas ou troféus. A assistente social, Cláudia de Cristo, conta que o case apresentado pelo Vitória no certame deste ano foi do trabalho realizado em 2016 em parceria com a Cooperativa COORELI. Pela iniciativa, as mulheres cooperadas que trabalhavam, à época, na varrição ou coletando materiais recicláveis, participavam de encontros que visavam à autoestima e ao empoderamento.
A proposta de trabalho surgiu em uma reunião do Instituto, que tem na diretoria membros da COORELI, ao perceber que o público feminino que trabalhava para a cooperativa era maior que o masculino. O trabalho é de acolhimento com as mulheres, que recebem dicas de beleza, autoestima, consultas de rotina, além de demandas trazidas pelas próprias. A intenção, conforme Cláudia, é mostrar para elas a importância e capacidade que têm, ajudando a superar situações particulares. Os encontros eram as poucas oportunidades de elas refletirem sobre a situação na qual estão inseridas.
Durante o projeto, perceberam que muitas mulheres são chefes de família, e precisam se desdobrar em várias atividades. Com o intuito de potencializar a renda delas, o administrador do Instituto Vitória, Adilson Rodrigues, despertou a consciência das mulheres de que o entorno delas também é uma fonte de renda, podendo comercializar materiais recicláveis, incrementando o provento.
Apesar de o público atendido pelo Vitória ser em grande maioria masculino, Cláudia destaca que a entidade planeja os trabalhos de prestação de serviço para toda a comunidade. Isto, segundo ela, foi um dos atributos que fez o Instituto conseguir uma nova distinção no prêmio da Assembleia gaúcha. “Isso nos coloca no rol de instituições que existem para contribuir e beneficiar a comunidade”, salientou Cláudia Rodrigues.



