Outro debate, outra iniciativa, com o intuito de buscar o caminho de um desenvolvimento efetivo e mais rápido. Primeiro há de se dizer que integração impõe sair do discurso e partir para a ação, transpor interesses individuais, matizes partidários ou ideias preconcebidas (preconceitos). Deverá se ter medidas simples, como a uniformização de feriados, de sinalização territorial, horário de funcionamento do comércio e serviços públicos, como se exigirá medidas mais complexas como uniformidade tributária, padronização de regras e leis de posturas, ambientais e de procedimentos fiscalizatórios, etc., talvez com pequeníssimas variações, fruto de eventual matiz local e cultural. Devemos pensar em grandes consórcios públicos, como medida de barateamento do custo público, permitindo capacitações, equipagens e infraestruturas, que sem desprezar autonomia de cada município, sejam comuns a todos.
A integração exige a busca de apoio e de providências na esfera estadual, como por exemplo, para estabelecer uma região policial única, pois é inconcebível os municípios da região pertencerem a três comandos regionais diferentes, no que tange à Brigada Militar e a outros-sei-lá-tantos quando se fala da Polícia Civil. Há de se ter em mente, a clareza das ações e providências que atendem, pelo fonema/grafia de “desenvolvimento”, que é muito mais amplo do que “crescimento”. Em tempos modernos, o crescimento há de ser o “sustentável”, tendo como parâmetros os pressupostos ambientais, de desenvolvimento humano, crescimento econômico e aperfeiçoamento social. É preciso vencer a tendência “feudalista” e do legado das “capitanias hereditárias”, onde o fortalecimento deveria ser o da individualidade do lote para que não fosse suplantado ou vencido pelo seu lindeiro.
Eis, portanto, alguns desafios para uma região que tem muitos atributos naturais e outras já conquistado pela força do seu povo. Existem alguns exemplos de que é possível realizar o sonho. Tratarei apenas de um, que se vem desenvolvendo há quase um ano, voltado para a preparação da comunidade em caso de desastre, no campo da atividade humana e social denominada “Defesa Civil”. Inicialmente, formada com 11 municípios, desenvolveu-se com nove deles, destacando-se que, os mais efetivos e participativos são, justamente, o da Região do Paranhana. Com custo, quase “zero” já foi possível fazer com que os operadores de Defesa Civil se conhecessem, soubessem das suas fraquezas e potencialidades, permitindo que em eventos recentes, segundo seus Coordenadores Municipais, o resultado tivesse sido muito mais significativo, com economia de recursos e, sobretudo, com agilidade no atendimento das vítimas.
Mas, saibamos compreender que os resultados, que apontem para a integração, não virão no dia seguinte, é preciso paciência e continuidade (vejamos a União Européia, 1992 e o Mercosul,1991). Serão necessárias horas e horas de planejamento, dias, meses e anos de trabalho, pautados pela confiança, comprometimento, persistência, sem descurar que alguns resultados (metas) devem vir logo – mesmo que sejam, à primeira vista, insignificantes – para que todos se animem. Quanto a nós da Defesa Civil, temos muito a comemorar, e, como costumo afirmar a cada reunião (oficinas quinzenais de planejamento e ações), “estamos muito longe do ideal, mas já empreendemos o primeiro passo.” E, dar o primeiro passo, de preferência, ainda hoje, é o requisito indispensável para se chegar a qualquer lugar que se queira. Tomara que estejamos, verdadeiramente, querendo a integração!
Cláudio Silva da Rocha
Vereador do PDT – Taquara
Esta postagem foi publicada em 13 de maio de 2011 e está arquivada em Caixa Postal 59.


