A Câmara de Vereadores de Taquara constituiu a Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A comissão foi sugerida pela vereadora Mônica Facio (PT), que está presidente a Frente. Também integram o vereador Levi Lima (PTB), como relator, e os parlamentares Régis Souza (PMDB) e Moisés Rangel (PSC). A primeira reunião aconteceu na semana passada e definiu os primeiros passos do organismo. Dados levantados pela Frente indicam que Taquara, em 2016, teve mais de 300 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha.
Em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, a vereadora Mônica ressaltou que Frente é ligada às boas práticas da Organização das Nações Unidas (ONU). No Rio Grande do Sul, também há comissão constituída, com a liderança do deputado estadual Edegar Pretto (PT). “A ideia dessa Frente é trabalhar uma nova forma de viver o masculino”, comentou a vereadora.
Entre as primeiras atividades, está a constituição de um grupo de trabalho, que reúne diversos organismos de Taquara, como as secretarias municipais de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, além do Poder Judiciário, Defensoria Pública, polícias Civil e Militar e sociedade civil organizada. Essas entidades passarão a discutir as ações da Frente em conjunto com os vereadores.
Segundo Mônica, dados oficiais indicam que, no Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é agredida. Ao mesmo tempo, a ONU indica o país como o terceiro melhor do mundo em uma legislação de proteção às mulheres. Para a vereadora, vem aumentando significativamente, nos últimos tempos, as denúncias de mulheres que sofrem violência. “Ainda temos uma cultura muito sexista, patriarcal, machista. E a Frente vem com esse princípio básico, de viver um novo masculino, que trabalha a equidade, diversidade e o cuidado com as pessoas”, comentou a vereadora. “É bem importante ressaltar que quando uma mulher é agredida, toda a família é violentada”, pontuou.
Ainda na entrevista concedida à Rádio Taquara, a vereadora comentou de outros trabalhos que está encampando neste início de mandato no Legislativo. Ressaltou lutas, por exemplo, pelo setor educacional, pela melhoria do acesso das pessoas com deficiência aos serviços públicos, o incremento da segurança na rede bancária, entre outras iniciativas. Mônica ainda disse que o começo do mandato tem sido de muitas demandas, mas também de observação e conhecimento das práticas legislativas. Frisou que, embora a Câmara tenha aprovado recesso, recentemente, medida que gerou polêmica na comunidade, apenas as sessões ordinárias sofreram interrupção. A vereadora disse que os parlamentares continuam atuando na Câmara, assim como os funcionários, e ressaltou que, nesta semana, até mesmo uma reunião extraordinária foi realizada.


