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Inventividade e disputas eletrizantes marcam o 10º Campeonato de Robótica do Cimol

Alunos e ex-alunos do Cimol desafiaram-se a construir robôs de até 5 quilos e 20x20 cm, aplicando conhecimento e estratégia em batalhas na arena da escola
(Fotos: André Amaral/Rádio Taquara)

O ginásio da Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato (Cimol), em Taquara, foi palco de muita inventividade e disputas eletrizantes na quinta-feira (28), durante o 10º Campeonato de Robótica. O evento reuniu 75 competidores e 23 equipes, entre alunos e ex-alunos, representando quatro cursos técnicos: Eletrônica, Eletro, Mecânica e Informática.

O campeonato, de acordo com o educandário, tem como objetivo estimular a aprendizagem com foco em pesquisa e prática, além de promover integração entre estudantes, famílias e empresas parceiras.

Regras e desafios

Segundo a professora Priscila Kasper, coordenadora do Curso Técnico em Eletrônica, os participantes precisam construir robôs com até 5 quilos e dimensões máximas de 20 por 20 centímetros.

“Eles montam os robôs dentro desses requisitos e competem na arena. Alguns são feitos com sucata, outros com impressoras 3D. Vai da criatividade. Tem equipes que gastam R$ 100 e outras que chegam a investir R$ 1.000. O importante é que todos possam participar”, destacou.

Além dos critérios técnicos, a organização propõe um tema a cada edição para inspirar os projetos. Em 2024, os robôs foram caracterizados como heróis de histórias em quadrinhos. Neste ano, o tema escolhido foi Transformers.

As batalhas seguem um formato simples e dinâmico: em lutas de 40 segundos, vence a equipe que conseguir derrubar o adversário da arena mais vezes.

Robôs de personalidade própria

Os competidores deram nomes criativos e até referências da cultura pop aos seus projetos. O ex-aluno William Rodrigues, 38 anos, apresentou o J.A.R.V.I.S., inspirado no assistente virtual do Homem de Ferro.

“Já é o quarto ano que participo. No meu robô usei motor de vidro elétrico de carro, que tem bastante força, e chassi de aço inox. A ideia é equilibrar força e agilidade para derrubar o adversário”, contou o competidor, que defendeu sozinho a sua equipe, batizada de Indústrias Stark. “A gente vai aprendendo na prática um pouco de engenharia eletrônica, eu cursei Eletrônica aqui no Cimol, e, a cada competição, dá para melhorar”, revelou.

Ele detalhou o operacional e construção da sua criação. “O controle dele é parecido com o de videogame ou de carrinho de controle remoto. Já os motores são de vidro elétrico de carro, porque têm bastante força. O chassi, no meu caso, mandei fazer, mas muita gente usa sucata. Vai da criatividade de cada equipe”.

William e J.A.R.V.I.S

Já a equipe Equifuca, formada por Paulo Rosa Junior, William Tiago Frank e Lucas Taufer Alves, trouxe para a arena a segunda versão do Bixiguana.

“Ele usa bateria de parafusadeira, motor de vidro elétrico, peças feitas em impressora 3D e carcaça de aparelho de microondas. Ele tem que ter força, se movimentar bem, e, principalmente ser baixo e com bastante atrito, para empurrar o outro. A gente treina em casa, temos até outros robôs para testes. No primeiro campeonato que participamos, vencemos. No quinto, ficamos em segundo lugar em duas categorias. Agora, com o Bixiguana 2.0, queremos buscar o título de novo”, disse Paulo.

Equifuca e o robô Bixiguana 2.0
Além da sala de aula

Para os organizadores, o campeonato é uma oportunidade de os estudantes colocarem em prática os conhecimentos adquiridos nos cursos técnicos, desenvolvendo trabalho em equipe, planejamento e criatividade.

“A cada ano, percebemos como os alunos evoluem, tanto na parte técnica quanto no envolvimento com o evento. É um aprendizado que vai muito além da sala de aula”, avaliou a professora Priscila.

A entrada para o evento era um quilo de alimento não perecível. Neste ano, a arrecadação foi de 280kg.

Vencedores

1º lugar:
Equipe: Circuit Breakers
Robô: Proton V2
Curso: Eletrônica

Os campeões (Fotos: Gerson Feiten/Divulgação)

2º lugar:
Equipe: Nós Vamos Invadir Sua Praia
Robô: Bingus com Zê
Curso: Eletro e Mecânica

3º lugar:
Equipe: Barões da Giradinha
Robô: Godofredo V2
Curso: Eletro

As equipes e suas máquinas (Fotos: Gerson Feiten/Divulgação)

Todos os participantes receberam um chaveiro robô e uma ferramenta personalizada. Além disso, os vencedores e o robô mais criativo foram premiados da seguinte forma: o robô mais criativo recebeu troféu e medalha; o 3º lugar ganhou troféu, medalha, garrafa personalizada e R$ 600,00; o 2º lugar recebeu troféu, medalha, garrafa personalizada e R$ 800,00; e o 1º lugar levou troféu, medalha, garrafa personalizada e R$ 1.000,00.

Equipe organizadora | Da esquerda para a direita: Cleber Lino, Tiago Ulrich, Priscila Kasper, Maicon Bandeira e Ricardo Kaspper