A Justiça de Taquara, em decisão liminar tomada pela 2ª Vara Cível, proibiu a Cooperativa Taquarense de Laticínios (Cootall) de retomar as suas atividades. Caso faça isso, a empresa será multada em R$ 100 mil. O motivo é uma ação coletiva de consumo movida pelo Ministério Público contra a cooperativa, originária de um inquérito civil instaurado ainda em 2015. Segundo a investigação, houve a venda de produtos lácteos com problemas de qualidade. A Cootall encerrou atividades em fevereiro deste ano e sua antiga diretoria nega problemas de qualidade nos produtos.
A reportagem do Panorama teve acesso à decisão judicial nesta semana. No despacho, a juíza Letícia Michelon afirma que o leite comercializado pela Cootall teve problemas verificados em investigação pelo Ministério Público. Segundo a magistrada, há um parecer técnico informando que a cooperativa "comercializava produtos lácteos fora dos padrões legais de consumo, configurando, portanto, defeito do produto". O Ministério Público requereu à Justiça que a Cootall pague indenização coletiva. Por este motivo, a magistrada determinou que a cooperativa seja proibida de retomar suas atividades, sob pena de multa. Ainda determinou o afastamento do sigilo fiscal da cooperativa e a quebra do sigilo bancário, bem como o bloqueio de valores e a indisponibilidade de bens.
O presidente da Cootall, Cláudio Gonzaga, informou que o assunto está sendo encaminhado pelo setor jurídico da cooperativa, que providenciará a defesa da empresa junto à Justiça. Gonzaga informou que a Cootall tomou todas as providências, quando soube de problemas na avaliação do leite, suspendendo o recebimento do alimento de alguns produtores e ficando, inclusive, por um mês sem produzir. Gonzaga acrescentou que a Cootall sempre teve conceito A e B nas avaliações realizadas pelo Ministério da Agricultura, sendo improcedentes as alegações de produto impróprio.


