Perfil

ISRAEL GONÇALVES MOREIRA

Natural de Taquara, cidade onde vive até hoje, Israel é instrutor nas bandas das escolas Theóphilo Sauer e Getúlio Vargas, além de atuar na Banda Municipal de Parobé e na AABB Comunidade. Aos 27 anos, cursa Pedagogia na Faccat. E filho de Glória Moreira e José da Costa.

Conte como iniciou sua relação com as bandas escolares:
Em 1999, era aluno do Theóphilo e queria fazer parte da banda, mas meus pais não me deixavam tocar com o pessoal. Morávamos no bairro Medianeira e ficava longe ir para os ensaios. Então, comecei a falar para minha mãe que ia ao mercado, mas, na verdade, ia ensaiar. Depois de uns dois anos conversei com ela e tive liberdade para participar dos ensaios, então foi nesta experiência que começou meu gosto pela música. Eu tocava percussão, depois fui para o trombone e, em seguida, para o bombardino.

Como é seu trabalho atualmente?
Muito, muito corrido. Porém, extremamente prazeroso. Como dito, minha história com a banda do Theóphilo começou há mais de quinze anos. Depois de tocar lá como voluntário, voltei como instrutor, em 2012, trabalhando ao lado da Suzelete Maria Beck. No ano anterior, comecei como instrutor na Getúlio, onde estamos desenvolvendo um trabalho muito bacana e conquistando o reconhecimento da comunidade. Devo muito à Secretaria de Educação, que acreditou em mim e investiu, também, nas escolas e em seus instrumentos. Em paralelo, também trabalho na AABB, há quase três anos. Além disso, em 2011, fui convidado para atuar no comando da Banda Municipal de Parobé, mas estava atribulado demais e acabei deixando o desafio para uma próxima oportunidade. Neste ano, eles me convidaram de novo e, então, passei a trabalhar lá também, onde criamos a banda com alunos de quatro escolas da cidade.

Ao todo, quantos alunos este trabalho está integrando?
Nossa, muita gente. Nas três bandas, certamente mais de 150, com idades entre seis e quinze anos. Antes, as bandas eram formadas por alunos mais velhos, geralmente. Mas eu gosto de trabalhar com os do ensino fundamental também. As crianças emitem uma energia muito boa, uma alegria muito legal.

O que é mais gratificante no convívio com as bandas?
Poder ver os alunos felizes. Isso me faz muito bem. O que gosto, também, é de ver o seu interesse nas aulas. Às vezes, por causa de um feriado, por exemplo, acabamos não tendo ensaio, então eles me perguntam quando sairá o próximo, por que não vai ter naquele dia, correm atrás, mandam mensagem pelo celular. Também há uma troca de informações importante. Ensino e aprendo com os alunos todos os dias.

Como você se define?
Um cara carismático, alegre, humilde, simples. Que se habitua a qualquer ambiente e situação. Alguém que gosta muito de dançar, de curtir a família, de visitar os amigos.

O que você gosta de ouvir?
Sou bastante eclético musicalmente, mas gosto muito de música clássica e de Pitty.

Um filme: Jornada nas estrelas.

Um autor: Paulo Freire.

Um exemplo: A professora Suzelete Maria Beck, pois ela é um ser especial. Ela sempre me ajudou em tudo, estendeu a mão quando foi preciso, me fez ver um mundo maior. Trabalhamos junto e ela me passa ânimo. Hoje, ela já faz parte da minha família.

Deixe uma mensagem aos leitores do Jornal:
Acredito que a sociedade deveria dar mais crédito para as pessoas que são daqui. Não me refiro ao dinheiro, mas à confiança, à oportunidade de mostrar o seu trabalho e do que é capaz. Como diria Paulo Freire, o ser humano é um ser inacabado, em constante transformação e aprendizado, por isso devemos valorizar este potencial.

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