
A vereadora Jaimara Ribeiro de Almeida (PL) protocolou, na quinta-feira (3), uma representação por violação de ética e decoro parlamentar contra o vereador Gustavo Luz (PP), em razão de um episódio ocorrido durante a sessão legislativa ordinária de terça-feira, dia 1º de abril, na Câmara Municipal de Taquara.
Segundo o documento entregue à presidência da Casa, Jaimara afirma que o vereador Gustavo Luz se dirigiu à sua mesa durante a sessão, demonstrando visível raiva, e questionou repetidamente “por que ela estava rindo dele”, em tom agressivo e ameaçador. A vereadora relata que permaneceu sentada e não havia interagido com o parlamentar antes do ocorrido. “Fiquei surpreendida pela atitude do vereador, mas logo percebi que estava sendo agredida de forma verbal e moralmente”, declarou Jaimara no texto da representação.
Ela também afirmou que o comportamento de Luz resultou em ameaça e constrangimento, e que o episódio pode ser comprovado por gravações da sessão e por testemunhas. A vereadora considerou que a atitude teve caráter intimidatório, especialmente em razão de sua condição de mulher, e requereu a produção de provas e anexação das imagens da sessão à representação.
Em resposta às acusações, enviada à Rádio Taquara, o vereador Gustavo Luz classificou a representação como um “absurdo” e negou ter infringido o Código de Ética Parlamentar. Segundo sua versão, enquanto era alvo de ataques pessoais por parte de um membro do Poder Executivo na tribuna, a vereadora Jaimara teria rido de forma debochada, o que motivou sua reação. “Perguntei a ela do que estava rindo. Foi exatamente isso que ocorreu, como a própria vereadora afirma na representação”, declarou.
Luz afirmou ainda que vem enfrentando perseguição por “infringir as regras da velha política” e denunciou uma suposta tentativa de cassar seu mandato. “Estou lutando contra o sistema, que está desesperado para me silenciar, usando a vereadora Jaimara como instrumento de uma armação”, disse o vereador, ressaltando que confia no bom senso dos demais parlamentares para rejeitar a representação.
O requerimento para abertura do processo, de número 017/2025, foi oficialmente registrado junto à Mesa Diretora da Câmara, e caberá agora aos vereadores deliberar sobre o seu andamento.


