Conte um pouco sobre sua história:
Me criei na localidade de Três Irmãos, no interior de Taquara. Aos 11 anos comecei a trabalhar, auxiliando meu padrinho Nelson Arno Lanz em uma empresa de eletrônica, no mesmo município. Ali comecei como auxiliar de limpeza e depois fui aprendendo, me capacitando e crescendo. Em abril de 1991 criei minha própria empresa, também de eletrônica, em Igrejinha, a Telesom. Em paralelo, sempre me envolvi com a música, participei de cinco corais.
E como é sua história com a música?
Essa começou muito cedo, pois meu avô Helmut Hess e meus pais participavam de sociedades corais e eu acabei me envolvendo. Lembro que quando tinha quatro anos, eu sentava ao lado do rádio para ouvir o programa “Bandinhas da minha terra”, da Rádio Taquara, e acompanhava as músicas tocando o meu surdo. Depois, sintonizava na Rádio Progresso, de Novo Hamburgo, e fazia o mesmo. Aos 18 anos passei a integrar corais, sendo que cantei em quatro e, também, fui presidente da Sociedade Três de Março, no Quilômetro Quatro, e sou sócio fundador da Associação dos Reis de Kerb, onde ocupei a presidência por diversas vezes. Em julho de 1996, assinei minha carteira de músico e até hoje participo de charangas, as bandinhas típicas comuns na Oktoberfest.
Como está sendo o trabalho na Fundação?
Muito bom, pois me senti honrado em receber o convite para integrar a equipe. Agora trabalharei pelo resgate da cultura germânica, especialmente das bandinhas e músicas de sopro.
Como você se define? Alguém feliz, realizado, e que faz o que gosta.
O que lhe tira do sério? Quando não cumprem o acordado. Quando não dão valor à palavra.
Um lugar: Conhecer a Alemanha
O que gosta de fazer no tempo livre? Tomar chimarrão na Praça Dona Luisa, e visitar outras cidades de colonização alemã.
Um sonho: Aprender a tocar sopro, especialmente trompete, tuba, bombardilho, trombone de vara e de pisto. Depois, subir num palco.
Quem você tem como exemplo? Especialmente meu padrinho e minha mãe. Nelson, pela oportunidade que me deu e por tudo o que me ensinou. Devo muito do que sou a ele. E apesar de perder minha mãe quando tinha apenas 11 anos, me inspiro muito nela.
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