Conte um pouco da sua história: Nasci e morei em Bagé até o início da vida adulta. Bem cedo, aos nove anos de idade, iniciei as aulas de teatro. Sempre gostei dos palcos! Também fazia ballet clássico e dança moderna. Cursei técnico em administração e também em enfermagem, mas nunca exerci nenhum dos dois. Em 1999, comecei a lecionar teatro em escolas. Em 2008, trabalhei no centro do idoso de Bagé como professor de dança e teatro. Mudei para Pelotas em 2010 para estudar na UFPEL. Na cidade também lecionei em escolas e no SESC.
Fale sobre a escolha pelo teatro: Desde pequeno foi minha paixão. Ainda criança pedi que minha mãe me inscrevesse em um grupo teatral. Não parei mais… Participei de muitos cursos, eventos e festivais de teatro. Minha primeira peça foi “O Dragão Verde”, de Maria Clara Machado. Eu tinha 10 anos! Lembro até hoje de todo o processo de criação, ensaios e apresentações. Tive certeza de que queria me manter perto dos palcos.
Conte sobre a experiência como professor de teatro no Dorothea: Mudei para Taquara em 2014. Atualmente, trabalho como professor no Dorothea. A escola tem o teatro como disciplina curricular do 9º ao 3º ano do ensino médio, além da oferta também como disciplina extraclasse. Gosto muito de dar aula! Exploro o conteúdo teórico durante as atividades práticas – meu objetivo é que os alunos tenham também este conhecimento. Acredito que as aulas de teatro propiciam um espaço de sensibilização e contribuem para desinibição, oratória e capacidade de expressão corporal.
Como você se define? Prático, perfeccionista, super alegre e determinado.
Uma habilidade especial: Criação.
O que gosta de fazer no tempo livre? Ficar em casa com a minha família. Adoro estar em casa!
Um livro: O Sal da Vida, Françoise Héritier.
Um filme: Encontro Marcado e o Homem Bicentenário.
Uma peça teatral: Medeia, de Eurípedes. Na adaptação de uma companhia francesa com atores africanos. Assisti durante o Porto Alegre em Cena, em 2011. Incrível!
O que gosta de ouvir? Marisa Monte.
Um lugar: Lisboa, Portugal.
Quem você tem como exemplo? Alzira Ieffet e Augusto Parada. Eles são meu esteio, minha inspiração! Devo tudo o que sou a estes dois.
Um sonho: Tenho muita vontade de um dia pisar nos grandes palcos do Rio de Janeiro e São Paulo.
Deixe uma mensagem para os leitores do Jornal Panorama: “Artistas não andam, flutuam. Não olham por detrás da vidraça vendo a chuva passar, vão senti-la, para simplesmente viver.”


