Joni Feltes, Comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Igrejinha, Joni Rodrigo Feltes tem 34 anos. Filho do locutor Darci Adão (falecido em fevereiro deste ano), da RádioTaquara, namora Claudete da Conceição e é pai de Milena Feltes, de sete anos.
Conte um pouco sobre sua vida profissional:
Até os 15 anos eu vivi em Igrejinha, depois passei 17 em Gramado. Na Serra, fiz um pouco de tudo, trabalhei em hotel, pizzaria e depois como frentista. Em seguida, fui para a Brita Rodovias, onde trabalhei por 11 anos como operador de guincho, atuando em resgates. Por algum tempo, fui bombeiro voluntário em Rolante. Depois, fui convidado a trabalhar no quartel de Igrejinha como motorista. Em oito meses, o então comandante se afastou e me oferecerem a oportunidade de ocupar seu cargo. Portanto, comando a corporação há pouco mais de três anos.
O que te fez ficar na corporação?
A vontade de estar próximo a atendimentos, podendo ajudar os mais necessitados em diversos casos. Como não consegui ingressar na carreira militar, essa foi a forma que encontrei de servir e auxiliar as pessoas.
O que é mais gratificante em sua profissão?
A sensação de missão comprida, sem dúvidas. Sair para um atendimento, sem importar quem iremos socorrer, se é rico ou pobre, grande ou pequeno, católico ou não, e poder ajudar verdadeiramente.
Qual a maior dificuldade encontrada no Corpo de Bombeiros?
Acredito que seja a mesma vivida por todas as corporações: a falta de material próprio para atendimento. Gostaríamos de ser vistos com outros olhos pelos governantes, para prestar o melhor serviço possível.
Como é Igrejinha aos seus olhos?
Um lugar exemplar no voluntariado, possuindo a Oktoberfest e diversas instituições, com o próprio Corpo de Bombeiros. Além disso, é uma cidade muito acolhedora e encantadora. É muito prazeroso viver aqui.
O que gosta de fazer no seu tempo livre?
Ficar com a família, curtindo a namorada e filha. Além, claro, de fazer um churrasco e chimarrão com os amigos no final de semana.
O que toca no seu rádio?
Gosto de sertanejo “clássico” e música tradicionalista gaúcha.
Como você se define?
Me considero humilde, alguém que procura, ao invés do luxo, ser sempre o mais transparente possível. Um cara que tem sonhos a serem realizados e confia no seu potencial
Se não fosse Bombeiro, qual profissão você escolheria?
Essa é difícil. Acho que voltaria à Brita, trabalhar no guincho atuando nos socorros. O que sei é que não deixaria de trabalhar com resgates.
Seu pai sempre trabalhou como locutor. Você não pensou em trabalhar com comunicação?
Na verdade, não. Admiro o meio e a profissão que meu pai teve, mas não é para mim. Acredito que cada um tenha seus dons e habilidades específicos.
“ Que as pessoas pensem mais no próximo. Que elas façam acontecer ao invés de ficar esperando. Acredito que isso, somado
à humildade e dedicação, seja a chave para um mundo melhor.”


