Perfil

Josué da Rosa

Josué da Rosa, 35 anos, natural de Canela. Filho de Davenir Ferreira da Rosa (56) e Marisa Ceoli Krauspenhar (49),

Josué da Rosa, 35 anos, natural de Canela. Filho de Davenir Ferreira da Rosa (56) e Marisa Ceoli Krauspenhar (49), formado em Gestão Pública pela Unijuí, é presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Igrejinha.

Sua carreira política foi encaminhada desde os tempos estudantis. Conte um pouco de sua trajetória nesta área.
Cursei ensino fundamental na escola Berthalina Kirsch, onde fui diversas vezes escolhido para ser líder da minha turma e fazia o intermédio entre os alunos e a direção, criando projetos para ajudar o Círculo de Pais e Mestres. No fim do ensino fundamental, alguns colegas e eu tivemos um despertar social e organizamos um movimento, de união entre os Grêmios Estudantis do município e da região. Logo após, como a escola Berthalina ainda não contava com o ensino médio, fui estudar no instituto Olívia Lahm Hirt, onde tive a honra de me tornar presidente do Grêmio Estudantil. Como coordenador geral da União Municipal dos Estudantes, comecei uma campanha para a implantação do ensino médio na escola Berthalina. Esta campanha foi lançada entre os anos de 1999 e 2000, quando eu já estava finalizando o ensino médio, e após dois anos do lançamento o governo implantou o curso na escola.

De que forma ocorreu sua transição do universo estudantil para o de políticas públicas?
Quando passamos a militar de forma mais ativa pelos estudantes, passamos a perceber que as decisões que influíam diretamente em nossa vida estudantil vinham de fora dos portões escolares, notamos que eram decisões de representantes políticos, e que era a eles que deveríamos nos dirigir. Quando concluí o ensino médio decidi me candidatar a vereador. Como era conhecido pelos estudantes, fiz uma grande votação, porém atingi apenas a suplência, atuando na Câmara por seis meses. De 2000 a 2004 trabalhei no movimento sindical, instaurando políticas como o auxílio empresarial aos empregados que estudam em escolas públicas ou privadas. Em 2004 me candidatei a vereador novamente e atingi o quarto lugar entre os vereadores mais votados, porém faltou legenda para meu partido da época. Em 2006 me tornei o conselheiro tutelar mais votado da história de Igrejinha e, em 2008, me candidatei à Câmara novamente, onde fui eleito primeiro suplente e assumi meu mandato até 2012, quando criei e aprovei os projetos do Conselho Municipal do Idoso, Conselho Municipal da Mulher e do Conselho Municipal da Juventude, que hoje estão atuantes em Igrejinha.

Quais as características de Igrejinha que lhe inspiram a trabalhar pela cidade e quais os problemas que lhe parecem mais necessitados de resolução.
O espírito de voluntariado que a população tem é o que mais me motiva. Igrejinha é uma cidade que aceita e acredita nos projetos novos, motivando as pessoas a trabalharem por ela. O povo desta cidade respira alegria e voluntariado. Por outro lado, a vulnerabilidade social que existe para uma parte da população se sobressai ao meu olhar e me motiva a mudar a realidade da vida destas pessoas.

Quais são suas principais característica pessoais?
Eu sou uma pessoa de personalidade forte, mas bastante humilde para assumir meus erros e também para dividir minhas vitórias com as pessoas que me ajudam a alcançá-las. Me vejo como um líder-servidor, determinado e corajoso para desafiar as coisas que são vistas como impossíveis. Eu luto para mudar a realidade na qual nos encontramos.

O que o tira do sério?
A falta de verdade nas pessoas é o que mais me tira do sério. No meu caso, para formar equipes de trabalho, preciso confiar nas pessoas, acreditar em sua honestidade, mesmo que essa honestidade nem sempre aja a meu favor, e notar que as coisas não ocorrem desta forma me irrita bastante.

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