Ao som da música “Que País é Esse”, da banda Legião Urbana, o Dia do Basta Contra a Corrupção reuniu cerca de 200 participantes na manhã do último sábado, em Taquara. Percorrendo a rua Júlio de Castilhos, os participantes, que em sua maioria eram estudantes, portavam cartazes com frases contra a corrupção e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de número 37, conhecida como a PEC da impunidade.
O evento, organizado pelos taquarenses Guilherme Duarte e Diogo Reinhardt, iniciou por volta de 10h30min, com saída defronte à Câmara de Vereadores e prosseguiu até a Prefeitura. Antes de iniciar a caminhada, enquanto os participantes pintavam as faixas e cartazes com frases de alerta contra a corrupção na política brasileira, os manifestantes aproveitaram para recolher assinaturas para um abaixo assinado contra a PEC 37, iniciativa que retira os poderes de investigação criminal do Ministério Público, concentrando apenas nas polícias.
Para o participante Carlos Eduardo Trott, o número de jovens que compareceu na caminhada mostrou como a juventude está integrada contra a corrupção e a PEC 37. “Acho importante que o Ministério Público continue com o poder de investigação. Em muitos casos, vemos que a Promotoria sempre apurou averiguações importantes e isso não pode mudar”, disse.
Alguns dos manifestantes estavam usando a máscara do personagem V, do filme “V de Vingança”, adotada nos últimos tempos em diferentes manifestações populares ao redor de mundo. Era o caso do empresário Felipe Scuciatto, que falou sobre um dos objetivos da caminhada, que era alertar a população mais jovem sobre a PEC 37 e a corrupção. “Antigamente, os jovens quando iam para as ruas apanhavam. A juventude dava a cara a tapa. Hoje as pessoas estão mais acomodadas, ficando apenas assistindo as coisas pela televisão”, argumentou.
A estudante Raquel Backes, de 16 anos, disse que esta é sua primeira participação neste tipo de manifestação. Ela falou que os jovens têm o poder de mudar as coisas no País, tomando atitudes como o Dia do Basta Contra a Corrupção. Ela salientou que as pessoas precisam agir e tomar mais atitudes. A estudante costuma compartilhar informações sobre este tipo de manifestação no Facebook, ferramenta usada pelos participantes para divulgar o evento.


