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Mesmo com decisão judicial, paciente de Taquara não consegue tratamento

Mesmo com uma decisão judicial, um paciente de Taquara não está conseguindo tratamento de saúde. O caso chegou ao conhecimento

Mesmo com uma decisão judicial, um paciente de Taquara não está conseguindo tratamento de saúde. O caso chegou ao conhecimento da reportagem do Jornal Panorama e da Rádio Taquara, nesta semana, através do advogado Alan Martins, que representa o paciente. O nome da pessoa que está precisando do serviço não será divulgado para preservar sua intimidade. O advogado recorreu à Justiça pedindo que o paciente seja transferido para hospital de alta complexidade com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em neurologia, o que foi aceito pelo juiz plantonista de Taquara, Juliano Fonseca. Mas, até esta quarta-feira, ainda não tinha ocorrido a transferência.

O laudo médico do paciente diz que ele está internado no Hospital de Novo Hamburgo desde 12 de janeiro devido à hemorragia, possivelmente por aneurisma cerebral. O médico que atendeu o caso ressaltou que o paciente precisa de transferência para hospital de alta complexidade em neurocirurgia para realizar investigação e, se necessário, tratamento cirúrgico. "O não tratamento da possível doença acarretará em piora neurológica podendo causar déficit neurológico definitivo ou morte", escreveu o médico, sugerindo o Hospital Centenário, em São Leopoldo, como referência para o tratamento do paciente. 

Ao analisar o processo judicial, o juiz Juliano Fonseca determinou que o Estado providencie vaga imediatamente para a internação e o efetivo tratamento médico do paciente, preferencialmente nos hospitais solicitados pelo advogado Alan, o Cristo Redentor, em Porto Alegre, ou o Centenário. Além disso, a determinação exige o fornecimento gratuito de exames, remédios, procedimentos médicos e transporte, com acompanhante, se necessário, conforme a prescrição médica. O magistrado acrescentou que o descumprimento poderá importar no bloqueio das verbas necessárias para as despesas, exigindo a comprovação das medidas tomadas em 10 dias. O juiz explicou que "a saúde é direito fundamental e indisponível, cabendo a adoção das medidas necessárias para a efetiva prestação e qualidade de todas as ações e serviços relacionados com a saúde pública". 

Segundo o advogado Alan, até esta quarta-feira, o paciente continuava aguardando a transferência de vagas conforme determinada pela Justiça. Contudo, não há uma posição concreta a respeito de quando ocorrerá a mudança de hospital.

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