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Juízes eleitorais do Paranhana avaliaram como tranquila a votação do 2º turno nas cidades da região

Apesar de ocorrências pontuais, tudo transcorreu dentro da normalidade
Foto: Vinicius Linden/Rádio Taquara

Em entrevista à Rádio Taquara FM 105.9, no final da tarde de domingo (30), logo após o encerramento da votação do 2º turno das eleições 2022, os juízes responsáveis pelos cartórios eleitorais de Taquara, Parobé, Rolante, Riozinho, Igrejinha e Três Coroas avaliaram como tranquila a realização do pleito nas cidades da região.

Para Juliano Fonseca, juiz da 55ª zona eleitoral, que compreende as cidades de Taquara, Parobé, Rolante e Riozinho, pela manhã houve o registro de alguns problemas técnicos, que logo foram superados e tudo acabou transcorrendo como deveria ser.

“Tivemos uma reclamação ou outra, mas tudo acabou sendo resolvido. Como, por exemplo, uma eleitora do Colégio Dorothea Schäfke [em Taquara] que havia solicitado voto em trânsito no primeiro turno, mas não no segundo turno. Então, fui até lá e, após habilitar sua votação, ela pode votar sem problemas. Houve outras reclamações de eleitores, em um sentido ou outro, alguns questionamentos, mas nada que tenha sido necessário adotar alguma outra providência, além dos esclarecimentos”, relato Dr. Juliano.

O magistrado explicou ainda que, durante a votação, foi necessário fazer a troca de três urnas, por outras de contingência, que são aqueles equipamentos reserva, utilizados somente em caso de algum problema na urna ou no terminal do mesário.

“Assim que as pessoas chegaram lá, no momento da abertura da sessão para votar, foi constatado o problema e, após a avaliação do técnico, foi constatado que a urna precisaria ser substituída. Foi retirada a mídia daquela sessão, que foi carregada e ativada na urna de contingência, como era a outra. Esse processo acarretou na demanda de alguns minutos, o que pode ter gerado fila no momento inicial, mas foi superado logo em seguida”, conta o juiz da 55ª zona eleitoral.

Segundo Renata Dumont Peixoto Lima, juíza da 149º zona eleitoral, e a promotora Brenusa Corleta, responsáveis pelas cidades de Igrejinha e Três Coroas, o pleito ocorreu com normalidade, sem maiores intercorrências, uma votação pacífica e dentro das normas legais.

“Tivemos uma situação pontual, de ocorrência de boca de urna na escola Berthalina Kirsch [em Igrejinha], e que ainda iremos apurar. Já começamos com os trâmites legais, pois precisamos documentar e identificar a situação. E que agora precisa ser bem avaliada no contexto probatório que nós iremos receber em seguida”, conta a Dra. Renata.

A promotora explicou que, fora este caso, em que não houve a necessidade de detenção, e outro de troca do equipamento por uma urna de contingência, logo no início da manhã, o restante da votação transcorreu dentro do previsto.

“No caso desta suposta boca de urna não houve detenção, até porque é crime de menos potencial ofensivo, e que leva ao registro de ocorrência policial, basicamente por termo circunstanciado, não sendo caso de prisão. De resto, como previsto, houve muitas consultas das zonas eleitorais, que foram respondidas prontamente pelo pessoal do cartório, tudo funcionado de forma adequada”, avaliou Dra. Brenuna.

Durante as entrevistas, os magistrados foram unânimes em reforçar aos eleitores da 55ª e 149ª zonas eleitorais que respeitem o resultado do pleito, seja ele favorável ou contrário ao seu candidato, respeitando a vontade da maioria dos eleitores.

“Vamos tentar fazer uma comemoração sadia, sem excessos. E reconhecer que a democracia chegou ao seu resultado concreto, pode ser o seu candidato eleito, pode ter sido o candidato adversário, mas foi o que a maioria decidiu. E é assim que funciona aqui no nosso país, então vamos tentar respeitar o resultado e comemorar sem qualquer tipo de provocação”, orienta Dr. Juliano.

“Que seja respeitado o resultado do voto, que a gente possa celebrar, comemorar, com respeito, de uma forma pacífica e respeitosa, porque vivemos em um estado democrático de direito. Então, acredito que não ocorrerão maiores intercorrências também neste momento de celebração e encerramento deste pleito eleitoral”, avalia a juíza da 149ª zona eleitoral.

“Que todos possam comemorar ou lamentar, mas respeitando o resultado das urnas. O essencial é que a democracia se mantenha, que sempre se possa voltar a fazer essa escolha novamente, hoje ou daqui a dois anos, em nível municipal, e a quatro anos, em nível geral. E que a vontade das urnas seja respeitada por todos”, reforça Dra. Brenusa.