
A Justiça de Parobé recebeu, nesta semana, a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Gabriel de Freitas, de 32 anos, acusado de matar a ex-companheira Ana Beatriz Fernandes da Rocha, de 20 anos. Com a decisão do juiz Cléber do Amaral Schenkel, da 1ª Vara Judicial da Comarca, o investigado passa a responder como réu por feminicídio qualificado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30/4) pelo Tribunal de Justiça.
Conforme o Tribunal de Justiça, o magistrado entendeu haver justa causa para o andamento da ação penal, que tramita em segredo de justiça. O processo está em fase de citação do réu, que deverá apresentar resposta à acusação dentro do prazo legal.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 7 de abril, na residência do acusado. A vítima teria sido atraída ao local sob o pretexto de buscar pertences pessoais e tratar de questões financeiras após o término do relacionamento. Ainda segundo a acusação, Gabriel teria surpreendido a jovem, imobilizado e desferido diversos golpes de faca, causando sua morte. O MP sustenta que o crime foi cometido com extrema crueldade e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O caso já havia sido investigado pela Polícia Civil, que concluiu o inquérito apontando que o crime foi premeditado. Em depoimento, Gabriel de Freitas confessou o assassinato e, conforme o delegado responsável, Francisco Leitão, teria demonstrado que já tinha a intenção de cometer o homicídio.
A investigação também indicou que o relacionamento, que durou cerca de dois anos, era marcado por instabilidade e comportamento possessivo por parte do acusado. Ana Beatriz havia decidido encerrar a relação, decisão que, segundo a apuração, não foi aceita por Gabriel. Não havia registro de medidas protetivas solicitadas anteriormente.
Após o crime, o acusado fugiu, mas foi localizado e preso pela polícia. Ele permanece à disposição da Justiça.
Com o recebimento da denúncia, o processo segue para a fase de instrução. Ao final, o réu poderá ser submetido a júri popular. Caso condenado, as penas para feminicídio qualificado podem chegar a até 30 anos de reclusão.


