
Estudantes da Rede Municipal de Ensino de Taquara estão tendo contato com programação, criação de jogos, produção de vídeos e impressão 3D por meio dos Laboratórios Maker Educacionais. O projeto é desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Rosa Elsa Mertins e no Colégio Municipal Theóphilo Sauer, envolvendo 20 alunos do 7º e 8º anos e dois professores bolsistas.
A iniciativa começou a ser estruturada no início de 2026, quando o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Campus Rolante apresentou a proposta ao Município. Após a adesão da Administração Municipal e a formalização de um termo de cooperação, foram iniciados os processos de seleção dos professores e estudantes bolsistas.
“Estamos proporcionando aos nossos alunos o contato com ferramentas e conhecimentos que fazem cada vez mais parte do mundo em que vivemos. É uma oportunidade de aprender e experimentar novas tecnologias. Parcerias como esta qualificam ainda mais a Educação Municipal e abrem novas possibilidades para os estudantes”, destaca a prefeita Sirlei.
O projeto integra o Programa Mais Ciência na Escola, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), e a Rede Conecta MakeRS. O IFRS Campus Rolante foi contemplado em edital do programa, com execução que envolve cooperação técnica com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), além da articulação com a gestão municipal.
Laboratórios recebem equipamentos
As duas escolas já possuíam laboratórios de informática com estrutura adequada para receber as atividades. Cada unidade recebeu uma impressora 3D e um notebook. A previsão é de que os espaços sejam ampliados com a entrega de uma máquina de corte a laser para cada escola.
Conforme as informações do projeto, a implantação não exige investimento financeiro do Município, pois os recursos são provenientes do Programa Mais Ciência na Escola.
Estudantes vão compartilhar conhecimentos
Em cada escola, foram selecionados 10 estudantes do 7º e 8º anos e um professor bolsista. As atividades ocorrem no turno inverso ao das aulas regulares, com encontros semanais de quatro horas.
Durante as oficinas, os alunos aprendem noções de programação por meio de softwares e recebem orientações sobre o uso dos equipamentos disponíveis nos laboratórios. A proposta também prevê que eles compartilhem os conhecimentos adquiridos com os demais estudantes das instituições, atuando como multiplicadores.
Entre as atividades já realizadas estão a criação de vídeos e jogos por meio da programação e a produção de materiais didáticos com impressoras 3D, que poderão ser utilizados pelas próprias escolas. No Colégio Theóphilo Sauer, os estudantes também trabalham na impressão da logomarca da instituição.
Os professores bolsistas recebem formação oferecida pelas universidades parceira, com suporte para o desenvolvimento das atividades e a aplicação pedagógica das tecnologias.
A possibilidade de implantação de novos Laboratórios Maker em outras escolas municipais dependerá de uma futura expansão do projeto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.



